Sob nova direção, Astec busca crescimento anual de dois dígitos

 

Por Rodrigo Conceição Santos – 23.01.2017 –

Entenda a missão de José Rogério de Paula e Silva como diretor geral da empresa no Brasil.

O anúncio de que José Rogério de Paula e Silva assumiu a direção brasileira da empresa norte-americana Astec circulou nos últimos dias sem trazer a informação principal: por que? O InfraROI foi entender e em entrevista exclusiva o executivo explicou a clara meta de fazer a operação brasileira crescer acima de dois dígitos anualmente. Isso vale já a partir de 2018, e há táticas definidas para a operação.

A primeira é confirmar a fábrica de Vespasiano (MG) como polo exportador para a América Latina e outros países. Para o executivo, o bom momento da economia mundial, com os principais mercados prevendo crescimento e investimentos em infraestrutura, permite a diversificação de prospecção e negócios para contrabalançar a economia brasileira. “No mercado local, a tendência também é de crescimento daqui em diante”, diz.

Construída em 2015, a fábrica brasileira da Astec estaria pronta para criar produtos de alta tecnologia de peneiramento e britagem, assim como de asfalto e pavimentação, segundo José Rogério Silva. “Isso vem de encontro com o nosso plano de atender aos mercados brasileiro e internacional de forma inteligente, sabendo, por exemplo, que levar a produção de brita para próximo das obras é um diferencial competitivo para os nossos clientes”, salienta ele.

Como consequência dessas ofensivas, o executivo avalia que a exposição da marca Astec tende a aumentar. “Estamos ganhando market share, aproveitando principalmente as brechas deixadas por concorrentes que tiraram sua estrutura de britagem e peneiramento do mercado nacional”, diz ele. “Estamos rumo à liderança desse setor e será cada vez mais comum encontrar equipamentos da Astec nas pedreiras e outras linhas de britagem”, defende.

José Rogério Silva é um executivo experiente no mercado de mineração, tendo atuado pela maior parte da sua carreira de mais de 30 anos em mineradoras, “do outro lado da mesa”, como ele próprio define.

Engenheiro de Minas formado pela Universidade Federal de Minas Gerais e com mestrado no setor cursado na Inglaterra, o executivo iniciou carreira em minerações de ouro da Rio Tinto e em seguida trabalhou em minerações no Reino Unido e em Portugal. Teve um novo período operacional no Brasil, em desenvolvimento e implantações de minas da MBR, até que a empresa foi adquirida pela Vale e ele passou a gerenciar operacionalmente a mina de Carajás (PA), onde atuou por quatro anos.

“A mudança de cliente para fornecedor ocorreu no início desta década, quando fui convidado à diretoria geral da Esco, onde obtivemos sucesso na criação de quatro novas fábricas, além da gestão da já existente fábrica em Betim (MG)”, lembra ele. “Por essa atuação e experiência internacional, fui convidado à vice-presidência da Esco para as Américas, cargo que ocupei por 18 meses com sede nos EUA”, completa.

O passo seguinte foi voltar ao Brasil por questões pessoais e dirigir a América Latina, até a saída da Esco em 2016 para condução de sua própria empresa, focada na compra e venda de atividades minerais. “O convite da Astec ocorreu enquanto eu tocava a minha empresa – que continua em atividade. Aceitei o desafio por já conhecer a qualidade dos equipamentos da marca e pela proposta arrojada da empresa para o Brasil. A educação, cordialidade e profissionalismos do board mundial da empresa também me seduziram”, conclui o executivo.

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