Soluções para carros autônomos geraram US$ 15 bi em 2016

Da Redação – 24.05.2016

Pesquisa da consultoria McKinsey, recém-publicada, avalia o mercado de sistemas de auxílio à direção, tradução para driver-assistance systems (ADAS)

Esqueça – momentaneamente – os contratempos do Uber e de outras empresas que estão avaliando o mercado de veículos autônomos em sua definição mais ampla. A recente pesquisa da McKinsey trata de tecnologias que já existem e que auxiliam o motorista. Nesse rol estão, por exemplo, freios de emergência, câmeras traseiras, controle adaptativo de percurso e sistemas de estacionamento. No total, o segmento teria movimentado algo como US$ 15 bilhões em 2016 e a tendência é de crescimento. Claro está que o universo de mobilidade urbana e infraestrutura, em geral, deve ser afetado.

O número de dispositivos classificados no guarda chuva de ADAS aumentou de 90 milhões de unidades, em 2014, para 140 milhões, no ano passado. Algumas tecnologias crescem ainda mais rápido. É o caso dos sistemas de estacionamento com visão de entorno, cuja taxa de crescimento foi de 150% no período. Já o número de sistemas de iluminação frontais adaptativos cresceu 20% entre 2014 e 2016. E mais: os recursos deixaram de ser uma realidade do segmento de veículos de luxo e começam a aparecer em carros na faixa, atente, de 20 mil dólares.

De acordo com a consultoria, três tecnologias estão despontando no que se chama de veículos semi-autônomos: câmeras suplementadas por dados de sensoriamento de radar, radar, complementado por informações de câmeras ou o híbrido das duas tecnologias. Embora não seja necessariamente o mais efetivo, o híbrido é o mais caro, segundo os especialistas da McKinsey. De qualquer forma, os sistemas tendem a ser mais eficientes nas cidades, onde o adensamento urbano estaria melhor mapeado.

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