Startups de logística (logtechs) crescem na pandemia

Redação – 28.04.2021 –

As startups voltadas à logística e distribuição avançam do mesmo modo que as novas empresas de tecnologia no Brasil na avaliação da Feira Intermodal South America. O evento está com data marcada entre 1 e 3 de setembro, no São Paulo Expo, e tem apurado casos de sucesso com startups de transportes, as logtechs.

Antes disso, vale pontuar que as startups são sucesso em vários segmentos de mercado e, somente no primeiro trimestre de 2021, receberam aportes de R$ 11 bilhões, o que representa quase quatro vezes mais que os R$ 3 bi registrados no mesmo período de 2020. Os números são do levantamento “Inside Venture Capital”, desenvolvido pela Distrito Dataminer, unidade de dados da plataforma de inovação aberta chamada Distritoe.
Entre as logtechs que registraram alta, está a Pegaki, startup que conecta o e-commerce ao varejo físico para a coleta e a retirada de mercadorias. A empresa foi fundada há quatro anos e, segundo o cofundador João Cristofolini, investimentos importantes foram captados no perído. “Isso nos ajuda a expandir o portfólio de soluções. No ano passado, por exemplo, lançamos o Drop Off Point, que permite que o cliente vá até pontos de envio mais próximos possíveis de sua casa, sem a necessidade de ir a uma agência de correios”, diz.

Em 2020, a Pegaki cresceu 50 vezes e saiu de cerca de 20 mil entregas por mês, antes da crise sanitária, para quase 1 milhão no ano passado. “Neste ano anunciamos nossa fusão com a Intelipost (empresa de tecnologia logística para e-commerce), com um plano bem agressivo de crescimento, com o qual pretendemos atingir altas ainda maiores tanto no número de pacotes movimentados quanto no de pontos de coleta e retirada espalhados pelo Brasil. A ideia é ir dos atuais 1,5 mil pontos para 20 mil em até três anos”, diz.

Outra startup que obteve bons resultados na pandemia foi a curitibana LogComex. A empresa é especializada em soluções de inteligência para o segmento de comércio exterior e dobrou de tamanho no período. “Acompanhando o crescimento do mercado de tecnologia, muito acelerado por este momento que estamos enfrentando, tivemos até que aumentar o quadro de colaboradores, saindo de uma média de 60 profissionais em 2020 para cerca de 130 atualmente. Outra vantagem que obtivemos foi o fato do home office ter dado oportunidades para encontrarmos de outros estados”, diz Carlos Souza, diretor de operações da empresa.

A Stokki foi criada em dezembro de 2020 e é uma startup especializada em armazenamento on-demand. De acordo com o cofundador e CEO da companhia, Edison Kweco, o negócio surgiu com a proposta de democratizar e simplificar a logística nacional. Segundo ele, a ideia foi bem aceita, pois a empresa já cresceu em três meses o que levaria três anos para alcançar. “Agora, o principal objetivo é nos tornarmos a principal plataforma de contratação e gestão de serviços de armazenagem e distribuição do país em um primeiro estágio. Depois, da América do Sul e, por fim, do mundo”, finaliza.

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