Substituição do calcário no cimento pode reduzir emissões globais de CO2 em 3%

Redação – 04.03.2020 – 

Levantamento da FLSmidth aponta que o uso de calcinação de argila é eficiente para a fabricação do cimento, substituindo o uso de calcário, que é o maior poluente do processo.

Cerca de 8% da emissão global de dióxido de carbono (CO2) é feita pela indústria cimenteira. E nessa indústria, o principal poluente é o calcário, de onde saem 40% do CO2 emitido para a atmosfera durante o processo de fabricação do insumo. Essa é a avaliação da FLSmidth, que sugere a utilização de calcinação de argila – que não tem CO2 em sua composição – para substituir o calcário na fabricação de cimento.

A indicação está no projeto MissionZero, da fabricante, e o projeto visa orientar a indústria do cimento em um caminho mais sustentável para zerar as emissões de CO2 até 2030. A iniciativa envolve uma série de soluções em teste e desenvolvimento e, segundo a FLSmidth, já há 70% do que é necessário para atingir essa meta já está desenvolvido. “Estamos confiantes de que a abordagem e o investimento que estamos fazendo em pesquisa e desenvolvimento fornecerão os 30% restantes nos próximos anos”, diz Fleming Voetmann, vice-presidente da FLSmidth.

Além da técnica de calcinação da argila, outras iniciativas completam a porcentagem majoritária relatada pela empresa. Uma delas é a substituição de fontes de energia fósseis por eletrificação. Nesse caso, a FLSMidth avalia que é necessária apenas mudança cultural, de modo que o setor passe a utilizar máquinas e equipamentos elétricos no lugar dos movidos à diesel, gás ou carvão.

O setor público deve iniciar o processo para que essas iniciativas tecnológicas abram o caminho para as fábricas de cimento, na visão da empresa, que também sugere que se estabeleçam taxas a edifícios recém-construídos, bem como a criação de um imposto sobre produtos que contenham carbono.

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