Telemedicina: a virada de chave está na cultura digital

Rodrigo Conceição Santos – 01.04.2021 – 

Como em muitos setores, nós temos e não temos telemedicina no Brasil. Temos porque a tecnologia está à frente e vai avançando quase que independentemente. Em menos de 6 meses, por exemplo, tivemos mais de 1,7 milhão de consultas online (abril a agosto de 2020) e esta edição mostra esforços que viabilizaram isso. Paradoxalmente, a telemedicina não está plena e segura no país, pois falta cultura digital ao setor e isso interfere até na legislação.

Hoje, uma Lei (13.989), de abril de 2020, permite a prática de teleconsulta enquanto houver pandemia. Se amanhã acabar a pandemia – o que é improvável, apesar dos desejos – portanto, não poderemos ter teleconsulta. A modalidade é a mais democrática e utilizada na telemedicina, pois só depende de conexão e dispositivos cotidianos (smartphone, tablet ou computador) para a interação do médico com o paciente.

Uma Frente Parlamentar no Congresso Nacional discute a elaboração de Lei definitiva, mas há polêmicas que podem retardar o processo. Uma delas é a territorialidade, que hoje permite ao médico atender apenas em duas Unidades Federativas do país. Na consulta à distância, assim como em qualquer processo de digitalização, isso não faz sentido.

Discutem-se também se a primeira consulta pode ser feita por telemedicina. Novamente, como em qualquer setor, a digitalização serve para que poupemos tempo e esforços nos primeiros níveis de atendimento.

A outra discussão é sobre o preço da consulta. A cultura digital também é implacável aqui e fará com que o mercado regule a questão ao seu modo. Exemplo? Os marketplaces. Lembra o quanto se discutiu a gestão logística, a defesa do consumidor, a segurança do cliente, os meios de pagamentos, etc.? Pois bem, nada disso é polêmico mais. As empresas responderam com qualidade e multiplicaram aos milhões a lucratividade.

Em um mercado promissor como o da telemedicina, certamente esses avanços ocorrerão, e acreditamos que de forma rápida. É o que mostram as páginas da edição especial, produzida pela Iniciativa InfraDigital: uma parceria do InfraROI com o IPNews e que, neste projeto, conta com a valiosa contribuição da Associação Paulista de Medicina.

Veja a edição completa e gratuitamente neste link.

Boa leitura!

 

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