Tratores de esteiras entram definitivamente na digitalização

Redação (com informações do Equipment World) – 29.07.2019 –

Em reportagem da revista norte-americana Equipment World, os tratores de esteiras são posicionados como a classe de máquinas que mais foi modificada pela adoção contínua de controles tecnológicos. A afirmação é de Nathaniel Waldschmidt, gerente de marketing de produto da Case Construction Equipment para a região.

De fato, o desafio de aprentar maior flexibilidade em um mercado cada vez mais segmentado, como o de equipamentos, fez com que os tratores de esteiras recebessem tecnologias diversas nos ultimos anos. No caso da Case CE, por exmeplo, o Universal Machine Control, introduzido nos modelos da marca em 2018 nos Estados Unidos é o exemplo. “Ele permite que os clientes comprem a máquina de fábrica com um chicote de sistema universal para o posicionamento da lâmina”, diz.

Com o Universal Machine Control, os frotistas podem instalar o sistema de controle que preferirem. Quando a máquina está pronta para ir ao mercado secundário, o segundo proprietário desfruta da mesma flexibilidade na escolha do sistema, e o primeiro proprietário pode facilmente remover o sistema para uso em outro equipamento.

Tudo inteligenteOs mercados estão repletos de produtos inteligentes. Telefones inteligentes. Geladeiras inteligentes. Carros inteligentes. E agora dozers inteligentes. A integração de todos esses produtos inteligentes é IoT ou Internet das coisas.A Liebherr introduziu o INTUSI na Bauma, realizada em abril deste ano. Esse sisetema deverá ser usado em todas as máquinas de movimentação de terras da fabricante alemã e está ancorada no conceito de internet das coisas para compartilhar informações de forma ampla, seja de máquinas para máquinas (M2M) ou seja de máquinas para seres humanos. A interface humana é via monitor touchscreen.

Para garantir uma interação precisa em condições irregulares do solo, a entrada também pode ser fornecida por meio de controladores hápticos. Ajustes individuais do usuário podem ser feitos usando Intusi e, em seguida, salvos em um perfil de operador.A lógica de controlo de laminação melhorada nas máquinas Komatsu é outro exemplo da tendência inteligente nas lâminas dos tratores de esteiras.

Derek Morris, gerente de marketing de produto da empresa para o mercado norte-americano, resume a mudança dizendo que “o controle do trator sempre foi reativo e que agora, o novo design o torna proativo”. Ao analisar os dados armazenados do canteiro de obras, a máquina pode antecipar aspectos de sua função, desde o corte e transporte inicial até a classificação final. As informações armazenadas são constantemente atualizadas e, à medida que o trator de esteiras refina continuamente o a trilha definida, o resultado é ganho de até 40% de produtividade” diz Morris.

Jonathan Tolomeo, gerente de marketing de produto da Komatsu, diz que o sistema é projetado para imitar as habilidades de operadores experientes. “Isso permite que os novos contratados se tornem proficientes em menos tempo”, diz. Ele também observa que os sistemas de pós-venda tendem a ser usados ​​apenas para classificação final, ou cerca de 20% do ciclo de trabalho de um trator de esteiras, já que a nova lógica da lâmina é útil da primeira à última passagem.

Lâminas high tech
As soluções digitais da Caterpillar estão organizadas sob o guarda-chuvas do Cat Connect. Nos tratores de esteiras e motoniveladoras, os principais avanços são para garantir o ângulo da lâmina por meio da solução Cat Grade Control, cujas variáveis vão desde análises em terceira dimensão (3D) até sistemas simplificados com apenas um indicador de inclinação da lâmina em relação ao solo.

Com mais ou menos artifícios, o Cat Grade visa manter padrões de angulação das lâminas para reduzir a dependência da habilidade do operador. Em testes da fabricante, a melhoria no planeamento de superfície com tratores de esteiras chegou a 39%, comparando com a operação totalmente manual por operador pouco experiente.

Segundo Leandro Amaral, todos os tratores de esteiras indicados para acabamentos e limpeza de terreno contam com uma combinação de tecnologia de série para controle de ângulo. No Brasil, são fabricados o D6K (13 toneladas) e D6N (17 toneladas), nos quais o processo é feito por dois sensores inerciais, posicionados na base da lâmina e no centro do chassi da máquina.

Esses chips estão sintonizados com a parte eletrônica do equipamento. Na Caterpillar, trata-se do ECM (Eletronic Control Model), que disponibiliza as informações de forma gráfica no display da cabine. Os sensores avaliam a posição da máquina em relação à lâmina e fazem as indicações para que o cilindro hidráulico mantenha o ângulo indicado à operação. “Não é necessário ter uma estação base ou laser para fazer o prisma, nem mesmo comprar hardware, software ou equipamentos adicionais. Também não tem nada para remover da máquina no fim do dia”, diz Leandro Amaral.

 

 

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