Vale mostra como gerir estoque de peças usando RFID

Por Rodrigo Conceição Santos – 1 de abril de 2014

A mineradora concluiu um projeto piloto de identificação por radiofrequência (RFID) na gerência de Manutenção de Equipamentos de Terraplanagem (GATPS) da mina de Conceição, em Itabira (MG). A ferramenta foi desenvolvida internamente e gerencia o estoque de mais de 1.300 componentes, entre filtros, motores de partida, alternadores e outros. Os benefícios gerados foram fidelidade das informações de estoque, maior agilidade na reposição de peças, redução de desperdício e controle sobre extravios.

As informações foram apuradas pelo RFID Journal, segundo o qual a Vale já planeja ampliar o uso do RFID para outras gerências, como a de inspeção de ativos e gerenciamento de componentes.

O projeto piloto visou disponibilizar os dados às equipes de planejamento a partir de fevereiro de 2014. “As informações são oferecidos por uma interface simples e intuitiva”, explicou Carlos Teixeira, analista sênior da Vale em Itabira e responsável pelo projeto. “Todos os softwares relacionados aos pilotos são desenvolvidos pela nossa equipe. Também realizamos a função de integração, não existindo, portanto, empresa contratada durante este processo”, complementou.

Em fevereiro, o projeto piloto abarcou a totalidade do estoque de peças da GATPS, com 1.346 componentes. Antes disso, havia um teste, com 54 equipamentos. Segundo Teixeira, a tecnologia adotada foi utilizada primeiramente para inventariar o estoque, algo realizado em poucos minutos e que permitiu aos gestores conhecer não só a quantidade, mas o valor monetário de cada insumo armazenado. A soma obtida não foi divulgada na reportagem do RFID Journal.

Benefícios
Mas outros benefícios foram pontuados, como a redução do desperdício, já que as informações do estoque foram disponibilizadas para a equipe de manutenção, que pode consultá-las e evitar a aquisição de materiais sobressalentes no estoque. Além disso, devido à velocidade dos inventários, os funcionários podem realizar levantamentos periódicos no estoque, gozando ainda de maior precisão e credibilidade das informações. “Com base nas medições realizadas e no espaço físico da área do piloto, agora, uma única pessoa pode inventariar um estoque com 2.000 itens de materiais em cerca de 50 minutos”, quantificou Teixeira.

O tratamento dos desvios também é uma conquista. Os inventários gerados pela ferramenta são confrontados para identificar possíveis extravios de materiais. Isso ocorre porque a saída dos materiais passou a ser registrada pela própria ferramenta, que indica sua última localização no estoque para checagem.

A facilidade de inventário gerada com o sistema RFID ainda permite o compartilhamento das informações com outras gerências da Vale. Assim, é possível que os itens caros e de baixa rotatividade, como conjuntos de motor e transmissão, estejam disponíveis para trocas ou transferências entre unidades operacionais.

Etapas do Projeto
De acordo com Teixeira, a primeira etapa do projeto piloto controlou individualmente pequenos conjuntos de peças de reposição, incluindo motores de partida e alternadores. “Para confirmar o funcionamento da ferramenta, confrontamos diversas vezes o estoque do sistema com o estoque físico e os resultados foram satisfatórios”, relata.

Na etapa final do piloto, antes da adoção completa em fevereiro, foram exploradas situações em que o controle manual de materiais se mostrava ineficiente. “Nessa fase, ampliamos o número de materiais cobertos pelo piloto, com expectativa inicial para aproximadamente 1.000 volumes. Também vencemos outro desafio, que era utilizar tags RFID em materiais cuja composição principal é metal”, concluiu.

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