Vale usa tecnologia de roupas de astronautas para seus colaboradores na mineração

Redação – 29.06.2021 – Projeto premiado de segurança do trabalho Kevlar em luvas e vestimentas para reduzir riscos de corte e perfuração no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão

Um material cinco vezes mais forte que o aço, utilizado em blindagem de tanques, em coletes policiais e até na proteção de astronautas e naves espaciais está também garantindo a segurança de trabalhadores da Vale no Terminal Marítimo Porto da Madeira, em São Luís do Maranhão. Gerido pela Vale, o terminal é um dos maiores portos do Brasil, com 600 mil metros quadrados de área, 230 milhões de toneladas ao ano de capacidade instalada e cerca de 3.000 empregados.

O projeto de segurança do trabalho começou quando a mineradora detectou que era possível aumentar ainda mais o nível de proteção dos funcionários que trabalhavam com vulcanização com a oferta de equipamentos de proteção pessoal (EPIs) com materiais que proporcionassem maior nível de proteção contra corte e abrasão.

“Atividades de vulcanização com ferramentas de corte – como a manipulação de correias, chapas com cantos vivos e utilização de ferramenta específicas de corte, como estilete profissional – são conhecidamente uma das que mais geram riscos aos membros superiores nas indústrias que utilizam essa atividade”, afirma Fabio Arruda, Gerente de Segurança Ocupacional da Vale. “Após esgotar as possibilidades de implementação de medidas de engenharia, concluímos que precisávamos elevar o nível de proteção dos equipamentos de proteção individual que usávamos à época”, completa.

A mineradora decidiu desenvolver EPIs com maior proteção para membros e tronco – um kit com luvas, mangotes e vestimentas (camisas e calças). Para isso, a Vale não queria abrir mão dos níveis de segurança contra riscos mecânicos, com foco na resistência a cortes e perfurações, além de garantir a destreza no manuseio de objetos e conforto.

A tecnologia foi desenvolvida em parceria com a Uniluvas e a aplicação inclui luvas, mangotes e vestimentas com a inovadora tecnologia Kevlar Armor, que utiliza fios de aço entrelaçados e recobertos com Kevlar, com altíssima resistência a cortes. O material é o mesmo usado em blindagens militares e automotivas, e até em roupas de astronautas e na proteção de naves espaciais.

“O projeto contou com várias fases de prototipação e testes e com a participação ativa dos próprios vulcanizadores, que ajudaram a empresa a implementar melhorias nos EPIs pilotos para chegar ao nível ideal de qualidade. Após as adaptações, os empregados do porto aprovaram os resultados e passaram a utilizar EPIs com alto nível de proteção, conforto e destreza”, complementa Fabio Arruda.

O projeto da Vale conquistou a primeira colocação na Categoria Corte e Abrasão do Prêmio DuPont de Segurança e Saúde do Trabalhador 2020, uma das maiores premiações da América Latina em segurança pessoal na indústria.

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