Videomonitoramento pode ser a porta de entrada para ciberataques

Marcelo Campitelli – 26.05.2021Há diversas modalidades de investidas contra câmeras de segurança, possivelmente pelo fato dos equipamentos visados possuírem uma senha fácil de decifrar

Os dispositivos de segurança, cada vez mais, consolidam-se como itens indispensáveis para garantir a inviolabilidade de casas, empresas, condomínios, espaços comerciais e etc. Entre os diversos recursos da segurança eletrônica, o videomonitoramento é um dos que mais se destaca em virtude das tecnologias que evoluem a cada dia.

Sistemas de segurança têm se tornado um tópico de preocupação mundial, sobretudo diante do crescente número e formas de ataques digitais. Os cuidados na blindagem e proteção desses sistemas passaram a ser primordiais. Atualmente, há diversas modalidades de investidas contra câmeras de segurança, possivelmente pelo fato dos equipamentos visados possuírem uma senha fácil de decifrar, que nunca foi alterada ou que sequer podem ser modificada.

Por meio da vulnerabilidade de um dispositivo não configurado corretamente, os criminosos virtuais podem detectar, explorar e danificar os sistemas de segurança para fins criminosos. Com as câmeras de segurança baseadas em IP e em outras tecnologias, esses dispositivos passaram a enfrentar ainda mais problemas, e tornaram-se alvos fáceis para hackers que objetivam atingir todo o sistema de videomonitoramento. Nestes casos, um único dispositivo inseguro pode ser a porta de entrada para um cibercriminoso  acessar, explorar e colocar em risco toda a organização, bem como a privacidade de clientes e colaboradores.

O relatório Cybersecurity — Fighting Invisible Threats, do banco suíço Julius Baer, estimou que os crimes cibernéticos devam custar, em 2021, aproximadamente, US$6 trilhões à economia global. Já o Brasil, de acordo com a plataforma de dados Statista, aparece na 10ª posição de países mais prejudicados pelas investidas, com US$7 milhões desperdiçados. Como consequência desse aumento de ataques digitais, é necessário manter-se alerta às ameaças e atuar na mitigação de possíveis invasões, a fim de que o ambiente de videomonitoramento não corra riscos.

O sistema deve ter uma proteção adequada e que envolva todos os componentes, evitando, assim, importantes lacunas de segurança. Entre esses trabalhos preventivos, estão ações como limitação de acesso à rede, criação de etapas de autenticação e de processos de criptografia, entre outras, que precisam ser pensadas para cada tipo de configuração e natureza da empresa.

As organizações precisam calcular o nível de risco em cada um de seus dispositivos, para que todas as lacunas estejam asseguradas. Afinal, toda tecnologia está suscetível a falhas. A pesquisa Risk Barometer, feita pela Allianz em 2020, mostra que os ataques cibernéticos são a principal ameaça aos negócios e, com o prolongamento do isolamento social causado pela pandemia, os riscos à segurança digital só aumentam.

É necessário, portanto, estar atento às ameaças às quais estamos sujeitos a sofrer e seguir investindo no desenvolvimento de arquiteturas tecnológicas e soluções confiáveis para proteger todos e quaisquer dispositivos conectados à uma rede. Mitigar invasões aos dispositivos é sinônimo de maior confiança entre clientes e fornecedores de tecnologia. É confiança que gera segurança.

Marcelo Campitelli é da área de pré-vendas de segurança na Seal Telecom

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