Virtualização de funções de rede será dominante em 20 anos

Por Nelson Valêncio (*) – 20.04.2016 –

Avaliação é de especialistas da Amdocs, em seminário realizado na semana passada nos Estados Unidos.

A virtualização das funções de rede, NFV da sigla em inglês, será dominante em 20 anos nas operadoras de telecomunicações. Para isso, as empresas do segmento precisam enfrentar a transição de sua infraestrutura tradicional para um ambiente híbrido e, deste, para o salto final. Em termos práticos: simplificar a complexidade de suas redes, ampliar a interoperabilidade dos sistemas que detêm e orquestrar a infraestrutura, ou seja, que todos toquem a mesma música.

Para Shannon Bell e Guy Hilton, respectivamente, vice-presidente da divisão de gerenciamento de clientes, receitas e negócios, e chefe de marketing de produto da Amdocs, a tarefa de seus clientes não será fácil. A empresa, no entanto, aposta no seu conhecimento de mercado e de software para ajudá-los na transição. O know how de TI é fundamental, considerando que a passagem para a virtualização das funções de rede tornará a ativação de serviços e a mexida nas redes físicas um processo cada vez mais feito remotamente e via software. As intervenções físicas, de fato, devem ser raras.

A companhia também avalia que seu perfil agnóstico tecnologicamente – pode trabalhar com qualquer fornecedor padrão das operadoras – também deve ajuda-la a ganhar espaço. E, finalmente, o fato de atuar no suporte de redes híbridas a ajudaria no processo. Por infraestrutura híbrida devemos considerar não apenas o mix entre redes fixas e móveis, como a configuração da infraestrutura nos próximos dez anos.

Entre 2016 e 2026, a Amdocs avalia que as operadoras vão “tourear” uma rede híbrida física e virtual. Isso não significa que os equipamentos físicos vão desaparecer, mas que cada vez passam a ser controlados via software. Com isso, as empresas do setor passariam a projetar, testar e lançar serviços em semanas e não em meses como acontece atualmente. Uma vez lançados, os assinantes poderão ativá-los em segundos. Isso, é claro, se as operadoras atravessarem o difícil status atual que enfrentam com suas redes pouco flexíveis e que ainda engatinham na digitalização.

(*) O editor executivo Nelson Valêncio viajou a Orlando a convite da Amdocs, onde participou do Amdocs Americas Summit, de 12 a 14 de abril.

 

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