Wyless TM Data cresce a 60% ao ano com M2M

Da redação – 07.03.2016 –

Braço local da norte-americana Wyless, empresa está focada no mercado de comunicação máquina a máquina ou machine-to-machine (M2M), um dos segmentos que formam a chamada internet das coisas (IoT)

No mercado de internet das coisas (IoT), as medidas são sempre astronômicas: em 2020 cerca de 28,1 bilhões de equipamentos, máquinas e outros dispositivos deverão estar interconectados mundialmente. A estimativa é do IDC, um dos institutos de pesquisa que se especializaram em telecomunicações. Dentro do universo de IoT, existe outra sigla, o M2M, que tem um perfil discreto, mas que vem crescendo a taxas entre 16% e 17% ao ano, segundo a Wyless TM Data. Filial da norte-americana Wyless, a empresa vem cravando um incremento anual médio de 60%. Foi assim no ano passado e o resultado deve se repetir em 2016, segundo Sérgio Souza, CEO da operação local.

Assim como a matriz, a Wyless TM Data atua como um mediador entre o mercado, que usa o M2M para seus negócios, e as operadoras móveis, que fornecem a rede, a infraestrutura física que permite a transmissão de dados. Entre as vantagens de fazer o meio de campo está o fato de ser agnóstico em termos de tecnologia e de parcerias, ou seja, a empresa tem acordos com todos os fornecedores de rede. Com isso, acaba entendendo qual é a melhor combinação da infraestrutura física de cobertura.

Outro componente do modelo de negócio é a oferta da gestão do M2M. Isso pode acontecer para um cliente pequeno, que compra os chips e aciona, por exemplo, o monitoramento de cinco máquinas e faz a assinatura de uma licença de um dos módulos da plataforma Porthos, da Wyless TM Data. E também para grandes usuários, como uma concessionária de energia.

De acordo com Souza, a plataforma desenvolvida pela matriz supera a tecnologia até então adotada pela TM Data, que foi adquirida pela companhia americana em 2015. Entre funcionalidades adicionais, por exemplo, está o georreferenciamento integrado à gestão de ativos e a avaliação do ciclo de vida do chip instalado no equipamento ou máquina. Explicando: imagine uma escavadeira operando numa mineradora no norte do Pará.

Ao mesmo tempo que os dados sobre seu nível de óleo e a forma que o motorista opera a máquina, um M2M georreferenciado pode indicar onde o equipamento está exatamente. Outro exemplo é o de uma concessionária de energia que possui um transformador distante e que é monitorado via remota a partir de um chip embarcado. A avaliação do ciclo de vida do chip pode antecipar uma troca do dispositivo assim que for necessário, evitando falhas no envio de dados. Ficção científica?

Não mesmo. O universo de M2M já faz parte do mundo de IoT. No Brasil, Souza estima que pelo menos 13,5 milhões de “coisas” façam parte da comunicação máquina a máquina. Desse total, entre 4 milhões e 5 milhões são os chamados POS, da sigla em inglês point of sales, os chamados pontos de venda, as maquininhas que permitem nosso pagamento diário de contas em qualquer tipo de comércio, usando cartões de débito ou crédito.

O segundo grande mercado – mais ou menos 4 milhões de coisas – é o de telemática. Para esse segmento, o executivo da Wyless TM Data lembra que há uma subdivisão entre grandes empresas (Volvo, Mercedes e outras) e o mercado de aftermarket, que oferece serviços de rastreamento sem a estrutura mais complexa – técnica e de negócios – do primeiro.

Os cerca de 5,5 milhões residuais de coisas que fazem parte do ecossistema de M2M estão pulverizados entre ativos de concessionárias de energia e saneamento básico até a agroindústria. “Temos aplicações extremamente sofisticadas na agricultura, coletando dados sobre solo e clima e com referência geográfica”, explica Souza.

Independente do mercado, o especialista avalia que a adoção do M2M precisa levar em conta a gestão da rede. A experiência da empresa indica que o gerenciamento eficaz pode reduzir a conta de telecomunicações de quem usa do M2M em pelo menos 15%. A métrica é apenas um dos argumentos da Wyless TM Data para a comercialização de seus serviços. Parceira de todas as operadoras móveis, a companhia tem sido um braço auxiliar do segmento, que passa a olhar o M2M mais de perto. “Os números de crescimento, mesmo para o mercado de dados, impressionam”, finaliza Souza.

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