Cimento Apodi aumenta produtividade em 13% com projeto de IA

Tecnologia iniciada em 2019 com parceria acadêmica ganha escala e se consolida como ferramenta estratégica para ampliar eficiência

Por Redação

em 14 de Outubro de 2025

A Cimento Apodi registrou aumento de até 13% na produtividade e redução nos custos de produção com o uso de inteligência artificial (IA). A empresa começou um projeto piloto no moinho da unidade de Pecém em 2019, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC – campus Russas), que tornou-se hoje um sistema robusto de otimização em tempo real, aplicado em diferentes etapas da produção e expandido para outras plantas da companhia.

Durante 12 meses, engenheiros da Apodi trabalharam em conjunto com estudantes de Engenharia de Software, Ciências da Computação e Engenharia de Produção da UFC no desenvolvimento de um software inovador, com apoio da área de tecnologia do Grupo Titan, acionista da empresa. O sistema foi desenhado para monitorar e ajustar a operação do moinho de cimento, aprendendo continuamente com o processo e elevando a eficiência produtiva.

Desde então, a solução passou por sucessivas atualizações e, atualmente, analisa 276 variáveis de processo, processando mais de 2 milhões de combinações a cada 30 segundos. Com base nessas análises, define automaticamente a configuração operacional mais eficiente, garantindo maior produtividade, qualidade consistente e menor consumo de recursos naturais.

IA traz ganhos à Cimento Apodi

A adoção da inteligência artificial já trouxe ganhos expressivos:

  • Aumento de até 13% na produtividade;
  • Redução nos custos de produção;
  • Crescimento de até 10% na capacidade instalada;
  • Menor consumo de energia, água e combustíveis fósseis;
  • Redução das emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com Gerson Ribeiro, coordenador de automação e digitalização da Apodi, o sistema monitora a operação de forma contínua para gerar um produto mais estável e confiável. Mas, para ele, o grande diferencial está no papel das equipes. “O software de inteligência artificial aprende com o passar do tempo, melhorando sua performance quando treinado. Com isso, os profissionais de operação passam a atuar de maneira mais analítica do que operacional, colaborando para a evolução contínua da tecnologia e da produção”, destaca.

Expansão e novos horizontes

O sucesso do piloto em Pecém levou à implementação da IA nos moinhos de Quixeré, ampliando ganhos em estabilidade e eficiência energética. Nos últimos dois anos, a companhia já investiu mais de R$ 6 milhões em digitalização e IA, consolidando o programa Apodi 4.0, que inclui ainda soluções de:

  • Visão computacional para prevenção de riscos em ambientes de segregação homem-máquina;
  • Uso de IA na previsão de resistência do cimento integrada ao sistema de gestão de qualidade;
  • Virtualização de sistemas.

O modelo desenvolvido pela Apodi já é avaliado para replicação em outras unidades do Grupo TIitan no mundo, consolidando a empresa como referência global em inovação e sustentabilidade no setor de cimento.

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