Após realizar nove leilões que regularizaram 100% das áreas portuárias — denominadas PAR — destinadas à exploração privada, e com a concessão do Canal de Acesso ao Porto de Paranaguá, também por leilão, a Portos do Paraná garantiu R$ 5,1 bilhões em investimentos na estrutura portuária.
Além dos valores estipulados em contrato, mais R$ 1,3 bilhão proveniente das outorgas também será aplicado — pela Autoridade Portuária — na modernização e ampliação da infraestrutura do segundo maior porto do Brasil e o mais eficiente da América Latina.
Para a Portos do Paraná, a principal vantagem das concessões é a regularização dos contratos de arrendamento. Várias áreas estavam com contratos precários há mais de uma década. Os novos arrendamentos permitirão aportes financeiros na infraestrutura de todo o complexo portuário, promovendo uma produtividade ainda maior e mais eficiente no hub logístico.
Até 2018, várias áreas eram exploradas com instrumentos ou contratos precários — alguns por mais de uma década — o que impedia a realização de novos investimentos. Ao mesmo tempo, não havia remuneração adequada para a Autoridade Portuária. Com os novos arrendamentos, haverá um incremento significativo nas infraestruturas de todo o complexo portuário, elevando a eficiência e a produtividade do hub logístico.
Entre os investimentos previstos estão as construções do Píer em “T” — que será o novo corredor de exportações leste — e do Píer em “F”, que conectará os terminais do novo corredor oeste. Também está prevista a expansão do píer de líquidos, com a interligação dos terminais que operam esse tipo de carga.
Leilões consolidam modelo de gestão portuária
A primeira fase da construção do Píer em “T” está orçada em R$ 1,2 bilhão. O valor virá dos aportes a serem realizados, em grande parte, pelas empresas que, em abril de 2025, conquistaram o direito de uso dos PARs 15, 14 e 25, além da própria Portos do Paraná.
A primeira fase da nova estrutura contará com dois berços de atracação e um sistema ultramoderno de esteiras transportadoras, que levarão os produtos dos terminais aos porões dos navios em alta velocidade. Atualmente, o sistema movimenta cerca de 3 mil toneladas de soja e de outros grãos e farelos por hora em um único berço. Com a nova estrutura, esse volume subirá para 8 mil toneladas por hora em cada berço.
Além desses investimentos em infraestrutura de acostagem, as arrendatárias deverão aplicar mais R$ 1 bilhão em melhorias nas áreas arrematadas, onde estão localizados os terminais.
Já o PAR09, destinado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais e leiloado em 2023, também promoverá melhorias na área comum do porto. A empresa arrendatária deverá construir a primeira etapa do Píer “F”, que conectará os terminais do corredor oeste, além de realizar melhorias em sua área de atuação.
O PAR50, também concedido em 2023, tem como obrigação ampliar a estrutura da área arrendada e promover a expansão do Píer “L”, destinado às cargas líquidas. O píer conectará todos os terminais que movimentam granéis líquidos.
O prazo para conclusão dos investimentos das arrendatárias varia de cinco a sete anos, conforme cada contrato. O período começa a contar a partir do momento em que as empresas assumem definitivamente as concessões.
PARs concluídos impulsionam o crescimento
Os PARs 01, 12 e 32 foram os primeiros a serem leiloados e já concluíram as obras previstas em contrato. O PAR01, destinado à movimentação e armazenagem de carga geral — especialmente papel e celulose —, recebeu R$ 146 milhões e está em plena atividade. Somente em 2024, mais de 500 mil toneladas de celulose foram movimentadas na área.
De acordo com o edital, o PAR12 recebeu R$ 32,4 milhões em melhorias para movimentação de cargas roll-on/roll-off (veículos). Somente em 2024, mais de 7,5 mil veículos passaram pelo pátio. De outubro de 2024 a janeiro de 2025, já são mais de 32 mil veículos.
No PAR32 — destinado à exportação de cargas gerais, especialmente açúcar ensacado e a granel — foram aplicados mais de R$ 11,8 milhões.


