A Atlas Critical Minerals anunciou a aquisição de um novo direito mineral adicional que conecta suas duas atuais áreas de grafite no nordeste de Minas Gerais. Os três direitos minerais combinados agora compõem o Projeto de Grafite da companhia, totalizando aproximadamente 2.822 hectares – um aumento de cerca de 124% – e estabelecem um corredor mineralizado contínuo que supera 11 quilômetros.
Segundo levantamentos preliminares de resistividade feitos pela Atlas na área adquirida, há presença de mineralização de grafite em profundidade, com anomalias de baixa resistividade demonstrando continuidade lateral de cerca de 230 metros e estendendo-se a profundidades de até aproximadamente 215 metros. Além disso, o concentrado de grafite do Projeto foi anteriormente purificado em um laboratório independente nos Estados Unidos até atingir 99,9995% de pureza em carbono, qualificando o material para aplicações em reatores nucleares — o padrão mais rigoroso da indústria, que supera os requisitos de qualidade para baterias.
Outros dados apresentam os seguintes resultados:
- Alto teor em nível recorde: Amostragens sistemáticas em lascas retornaram um resultado máximo de 19,4% de carbono grafitizado (Cgraph), superando o melhor resultado anterior da companhia, de 15,4% Cgraph, e posicionando-se entre os mais altos já reportados para projetos de grafite natural em flocos no mundo.
- Mineralização consistente: Diversas outras amostras apresentaram teores consistentemente elevados nos três direitos minerais, incluindo 15,49%, 15,41%, 13,82%, 13,22%, 12,23%, 11,68% e 10,51% Cgraph, o que sustenta uma forte continuidade do depósito e o potencial para corpos mineralizados extensos.
Expectativas de negócio da Atlas com o grafite
De acordo com a MarketsandMarkets, o mercado global de grafite deve atingir 36,4 bilhões de dólares até 2030, crescendo a uma taxa composta anual de 15,1%, impulsionado pela forte demanda por baterias para veículos elétricos (EVs) e armazenamento de energia. A Benchmark Mineral Intelligence estima que serão necessárias 97 novas minas de grafite até 2035 para atender à demanda projetada.
O grafite é indispensável nas baterias de íons de lítio que alimentam os veículos elétricos por compor o ânodo, sendo que um veículo elétrico típico contém dezenas de quilogramas do mineral. O grafite natural de alto teor, com tamanho de floco e pureza adequados, pode ser processado até se tornar material ativo de ânodo, oferecendo um caminho estratégico para atender à rápida expansão da demanda global por suprimento de grafite.
A Atlas acredita que os altos teores in situ do Projeto de Grafite e o desempenho já demonstrado em purificação posicionam seu grafite como um forte candidato para esse mercado. Como próximas etapas, companhia criou um programa abrangente de exploração baseado em magnetometria terrestre e aerofotogrametria, levantamento topográfico com LiDAR, mapeamento geológico de alta resolução com amostragem adicional e sondagem com testemunho com perfuração diamantada, visando avançar em direção à definição inicial de recursos.


