O Prevision, software de planejamento e controle de obras, que faz parte do Ecossistema Sienge, implementou uma inteligência artificial (IA) para planejamento das obras. A elaboração de um cronograma, que leva em média sete dias para uma primeira versão e cerca de 22 dias quando inclui o planejamento físico-financeiro, passa a ser iniciada em minutos com o apoio da tecnologia. O resultado ainda é revisado e validado pelos engenheiros, mas um processo que antes levava semanas pode ser concluído em um dia de trabalho.
A tecnologia automatiza a elaboração do cronograma por meio do gráfico de Gantt, uma ferramenta amplamente utilizada na gestão de projetos para representar visualmente a sequência das atividades, seus prazos e as relações de dependência entre elas. A partir do orçamento do empreendimento, a inteligência artificial gera uma primeira proposta de cronograma, que é revisada e validada pelos engenheiros antes da execução da obra.
Segundo Izadora Scariot, diretora de Operações do Prevision, o planejamento de uma obra continua sendo uma atividade essencialmente humana. O que muda é que a inteligência artificial elimina uma etapa operacional que consumia dias de trabalho e entrega uma primeira versão estruturada do cronograma. “Isso permite que os engenheiros dediquem mais tempo à análise dos riscos, à avaliação de cenários e às decisões que realmente impactam a execução da obra”, afirma
Histórico de obras melhora a qualidade das recomendações
Além de reduzir o trabalho operacional, a inteligência artificial utiliza projetos anteriores para tornar suas recomendações mais aderentes à realidade de cada empreendimento. Ao comparar obras semelhantes, a IA identifica padrões e sugere automaticamente as dependências entre atividades e as estimativas de duração.
O indicador considera o percentual de recomendações geradas corretamente pela inteligência artificial, sem inconsistências que impeçam sua utilização como base para o planejamento. Quando existe uma obra de referência para comparação, a assertividade chega a mais de 90%, reforçando a importância do histórico de projetos para aumentar a precisão das sugestões.
Ainda de acordo com Izadora, a IA considera o histórico das obras e de acordo com esse contexto sugere as dependência e durações das atividades ao novo projeto. Quanto mais contexto ela tem, mais consistentes se tornam as recomendações.
Planejamento mais ágil, obras mais previsíveis
Na avaliação da executiva, o principal impacto da IA nas obras está na mudança da rotina das equipes de planejamento. “Antes, boa parte do tempo era consumida na construção manual do cronograma. Hoje, o engenheiro começa o trabalho com uma base estruturada e consegue dedicar mais energia ao que realmente gera valor: avaliar riscos, simular cenários e tomar decisões que aumentam a previsibilidade da obra”, comenta ela.
Esse ganho de eficiência também pode refletir no consumidor final. “O benefício da inteligência artificial não se restringe somente à construtora. Ao reduzir cerca de 20 dias na etapa de planejamento, é possível ganhar até um mês no ciclo do empreendimento. Quando esse tempo é incorporado às demais etapas da obra, o efeito pode ser a antecipação da entrega do imóvel ao comprador”, finaliza Izadora.
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