Aura adota iniciativas para diminuir impacto da extração do ouro

O avanço da demanda por semicondutores e IA coincide com um novo paradigma produtivo e a Aura busca opções para reduzir impacto ambiental

Por Redação

em 9 de Setembro de 2026

A Aura vem estruturando iniciativas para combinar produção mineral, eficiência operacional e redução de impactos da extração do ouro nos territórios onde atua. A medida é uma forma de atender novas demandas do mineral pelo setor de tecnologia bem como regulamentações como o Plano Nacional de Mineração 2050 e o avanço da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos reforçam uma agenda pautada por inovação, rastreabilidade, eficiência produtiva e responsabilidade socioambiental.

Na unidade Borborema, em Currais Novos (RN), por exemplo, a companhia opera com 100% de água de reuso externa no processo industrial, a partir do tratamento de efluentes domésticos do município. A operação ilustra como as exigências ambientais e de segurança hídrica passaram a influenciar diretamente o desenho de novos projetos minerais.

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Esgoto virou pauta da mineração do ouro

Para viabilizar esse modelo, a Aura investiu R$ 48,4 milhões na implantação de uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) e de uma adutora de 27 quilômetros em parceria com a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) e o município. O sistema trata cerca de 1.680 m³ de esgoto doméstico por dia, equivalente a aproximadamente 65% do volume coletado em Currais Novos, transformando um efluente urbano em insumo para a operação mineral e reduzindo a pressão sobre os mananciais de água doce da região.

O CEO da Aura, Rodrigo Barbosa, destaca que Seridó é uma região semiárida com secas históricas e competir pelo uso da água com as pessoas seria uma decisão errada. “Ao captar e tratar o esgoto doméstico que antes corria sem tratamento para os rios locais, nós eliminamos essa concorrência por água doce e ajudamos a sanar um passivo sanitário histórico de Currais Novos, mostrando que o desenvolvimento mineral pode andar de mãos dadas com a segurança hídrica local.”

Aura busca dar oportunidades econômicas para locais de extração de ouro

Preparar os territórios para o encerramento da atividade mineral também passa pela criação de novas vocações econômicas. Em Honduras, a Aura desenvolve o projeto piloto Sementes da Esperança (Semillas de Esperanza), que avalia a viabilidade da vinicultura em uma área de um hectare anteriormente vinculada à operação da Minosa. Conduzida pela Fundação San Andrés, a iniciativa prevê investimentos de cerca de US$ 1 milhão nos primeiros cinco anos.

Entre 2024 e 2025, foram plantadas 1.440 videiras, com taxa de sobrevivência de 84%. O projeto avança agora para uma nova etapa, com mais 4.000 mudas e testes de novas variedades de uva. Em escala industrial, a iniciativa tem potencial para gerar até 250 empregos diretos e contribuir para a diversificação econômica da comunidade no pós mineração.

O CEO da Aura lembra que a mineração tem início, meio e fim. “Por isso precisamos pensar desde cedo em como evitar a dependência exclusiva dos territórios, deixando novas vocações econômicas para o pós mineração”, afirma o CEO da Aura.

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