Fusões e aquisições no setor de Óleo & Gás caem em 2026

Trata-se de uma queda de 48,6% em comparação com o primeiro semestre de 2025, quando foram fechados 35 negócios

Por Redação

em 15 de Setembro de 2026
Oil rig silhouette over orange sky

As empresas do setor de Óleo e Gás registraram 18 operações de fusões e aquisições nos seis primeiros meses deste ano, segundo dados da consultoria KPMG. Trata-se de uma queda de 48,6% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram fechados 35 negócios. Deste total de transações deste ano, apenas um fundo de investimento era de private equity e venture capital. As negociações realizadas no primeiro semestre ultrapassam os R$ 20 bilhões ante os R$ 35 bilhões registrados em 2025.

De acordo com Paulo Guilherme Coimbra, sócio da KPMG, os dados do primeiro semestre mostram um movimento de maior seletividade no mercado de Óleo e Gás. Nesse contexto, ativos de qualidade, com fundamentos sólidos, eficiência operacional e perspectivas claras de geração de valor tendem a concentrar o interesse dos investidores. “Os segmentos de distribuição de combustível, responsável pelo maior volume transacionado no segundo trimestre de 2026 e exploração de petróleo, devem motivar novas transações ao longo dos próximos ciclos”, analisa.

Tipos de fusões e aquisições de Óleo & Gás realizadas em 2026

Já com relação ao tipo de operação realizada, das 18 operações concretizadas de janeiro a junho de 2026, sete foram domésticas, que acontece quando duas ou mais empresas do mesmo país se unem em suas operações para formar uma única nova entidade legal. As outras 11 foram do tipo cross-border, que ocorre quando duas ou mais empresas com sedes em países diferentes unem suas operações e ativos para se tornarem uma única nova entidade societária.

A KPMG destacou ao menos duas fusões e aquisições realizadas no primeiro semestre deste ano. A primeira delas é a compra da Raízen Argentina, da Raízen, pela Mercuria por R$ 7,2 bilhões. A segundo foi a compra de 100% de uma porção do Campo de Argonauta na Bacia de Campos, detida pela Shell, ONGC e Brava Energia, pela Petrobras. A transação teve valor total de R$ 1,4 bilhões.

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