Fusões e aquisições no setor de Energia recuam 30% no primeiro semestre

As negociações realizadas no primeiro semestre ultrapassam os R$ 20 bilhões ante os R$ 26 bilhões registrados em 2025

Por Redação

em 24 de Setembro de 2026

As empresas do setor brasileiro de Energia registraram 46 operações de fusões e aquisições nos seis primeiros meses deste ano, conforme dados da consultoria KPMG. Trata-se de uma queda de 30,3% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram fechados 66 negócios. As negociações realizadas no primeiro semestre ultrapassam os R$ 20 bilhões ante os R$ 26 bilhões registrados em 2025.

Conforme explica o sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra, o recuo das transações no setor de Energia precisa ser analisado para além do número absoluto de negócios. As transações nos segmentos de geração e bioenergia, assim como em outros mais tradicionais, perderam ritmo, mas as linhas de transmissão dobraram o número de operações e Energia Tech apresentou forte crescimento. Ele também ressalta a concentração de valor em poucos negócios, o que reforça a dinâmica de consolidação e reposicionamento estratégico dos players nacionais.

Tabela da KPMG mostra quais são os segmentos que atraíram mais negócios.

Aquisições domésticas lideram as operações em Energia

Das 46 operações concretizadas de janeiro a junho de 2026, nove foram de fundos de investimentos de private equity e venture capital. Já com relação ao tipo de operação realizada, 39 operações foram domésticas, que acontece quando duas ou mais empresas do mesmo país se unem em suas operações para formar uma única nova entidade legal. As outras sete foram do tipo cross-border, que ocorre quando duas ou mais empresas com sedes em países diferentes unem suas operações e ativos para se tornarem uma única nova entidade societária.

Entre os exemplos de fusões e aquisições no setor, a KPMG cita três transações:

  • A Amaggi comprou 40% da FS Bioenergia por aproximadamente R$ 4,9 bilhões.
  • A Energisa Transmissão de Energia vendeu a Energisa Transmissão Tocantins e Goiás para a Taesa por R$ 1,5 bilhões.
  • O Grupo Energía Bogotá comprou 50% da Verene Energia por R$ 2,8 bilhões.

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