Segundo estudo da Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano de Minas Gerais (Aelo-MG), elaborado pela Brain Inteligência Estratégica, foram comercializados 5.160 lotes entre janeiro e junho, alta de 22,7% em relação às 4.206 unidades vendidas no mesmo período de 2025. Em valor geral de vendas (VGV), o mercado de loteamentos movimentou R$ 1,3 bilhão em Minas, crescimento de 2,8% sobre os R$ 1,266 bilhão registrados no primeiro semestre do ano passado.
O resultado foi puxado principalmente pelo desempenho dos loteamentos abertos, com 2.882 unidades comercializadas, alta de 31% sobre as 2.200 do primeiro semestre de 2025. Os loteamentos fechados também mostraram vendas positivas, crescendo 13,6% no período, chegando a 2.278 unidades.
O levantamento considera municípios que representam 41% da população e 57% do potencial de consumo de Minas Gerais e contou com participação do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-MG) e Sindicato da Habitação de Minas Gerais (Secovi-MG).
Aelo de Minas cobra aprovações de novos loteamentos para manter crescimento
Para o presidente da Aelo-MG, Gustavo Amorim, os números mostram que o mercado mantém demanda e capacidade de absorção, especialmente diante do crescimento do VGV. Isso é importante porque, entre abril e junho, houve uma pequena retração no número de unidades vendidas, mas o valor das vendas cresceu 24,1%. “Isso mostra a força e a capacidade de absorção do mercado”, afirma.
O lado negativo do setor é que houve redução no volume de lançamentos de novos lotes. O estudo aponta 3.793 lotes lançados no período, queda de 10% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o VGL dos lançamentos recuou 55,6%, de R$ 1.741 milhões para R$ 773 milhões.
Para ele, é a demora na aprovação de novos projetos acaba reduzindo a velocidade de reposição dos estoques. O presidente da Aelo-MG destaca ainda que a combinação entre vendas crescentes e menor ritmo de novos lançamentos reforça a importância de acelerar a aprovação dos empreendimentos. “O mercado está mostrando que existe demanda. O que precisamos é criar condições para que novos projetos cheguem ao consumidor. A recomposição dos estoques é fundamental para que as empresas possam continuar lançando e atendendo essa demanda”, conclui.


