A Intelbras, fabricante brasileira de soluções de conectividade e energia, encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 177,1 milhões, crescimento de 19,7% em relação ao mesmo período de 2025 e de 11,8% frente ao trimestre anterior. A margem líquida atingiu 15%, impulsionada pela priorização de soluções mais rentáveis, controle rígido de despesas e pela evolução do resultado financeiro líquido.
A receita operacional líquida totalizou R$ 1,177 bilhão, alta de 4,6% na comparação anual, com crescimento nos três segmentos de atuação. O EBITDA alcançou R$ 170,1 milhões, avanço de 18,1% em relação ao 3T25, com margem de 14,5%, expansão de 1,7 ponto percentual na mesma base de comparação.
As despesas operacionais cresceram 4,2% na comparação anual, abaixo da evolução da receita, preservando os investimentos em desenvolvimento de produtos e execução comercial. Já o resultado financeiro líquido somou R$ 38,7 milhões, crescimento de 31,6% em relação ao terceiro trimestre de 2025, beneficiado principalmente pelo aumento das receitas financeiras.
Leia mais
Desempenho dos segmentos
O segmento de Energia somou receita líquida de R$ 177,8 milhões, alta de 2,4% na comparação anual, e retomou o crescimento sequencial, apoiado pela evolução dos negócios de nobreaks e carregadores veiculares. Em energia solar, a Intelbras diz que manteve a prioridade na rentabilidade e no retorno sobre o capital investido.
Em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), a receita líquida atingiu R$ 257,4 milhões, avanço de 3,4% na comparação anual. Cabeamento estruturado e redes empresariais permaneceram como importantes vetores positivos. A companhia também prosseguiu com a descontinuação da linha de GPON (equipamentos de fibra óptica para provedores de internet), cuja menor contribuição se refletiu na redução de 9,2% da receita do segmento frente ao trimestre anterior.
O segmento de Segurança foi responsável por 63% da receita consolidada e registrou receita líquida de R$ 741,4 milhões, crescimento de 5,6% sobre o mesmo período de 2025. O desempenho foi apoiado pela amplitude do portfólio e pela evolução de categorias como soluções IP, controladores de acesso e fechaduras digitais, impulsionadas pelo lançamento de uma nova linha de produtos.
Geração de caixa e investimentos
A geração de caixa das atividades operacionais totalizou R$ 252,1 milhões no trimestre. A Intelbras encerrou setembro com R$ 1,556 bilhão em caixa e equivalentes de caixa e posição de caixa líquido de R$ 680,3 milhões, ante R$ 585,1 milhões ao final de junho.
No período, a companhia avançou nas obras da nova unidade industrial na Zona Franca de Manaus, seu principal projeto de expansão. A iniciativa ampliará a capacidade produtiva e proporcionará maior flexibilidade e eficiência às operações. Paralelamente, foram mantidos investimentos em máquinas, equipamentos, tecnologia e modernização das unidades.
Perspectivas da Intelbras para 2026
Para o encerramento de 2026, a Intelbras mantém a expectativa de continuidade da trajetória observada ao longo do exercício, sustentada pela execução das estratégias em andamento e pela disciplina operacional e financeira. Diante de um mercado ainda desafiador, a companhia segue priorizando a eficiência dos negócios, a disciplina na alocação de capital e o desenvolvimento de categorias com maior potencial de crescimento e retorno.
A empresa também diz que vai continuar sua evolução do modelo comercial orientado às jornadas dos clientes, com foco na proximidade com distribuidores e revendas e na ampliação da oferta de soluções integradas.


