Um aplicativo desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) tem como objetivo tornar a coleta seletiva mais eficiente. O Reciclei reúne, em um só ambiente, pessoas que precisam descartar resíduos recicláveis, as cooperativas responsáveis pelo recolhimento e informações geográficas. Com esses dados, as cooperativas podem planejar rotas e organizar o trabalho, o que tende a reduzir deslocamentos desnecessários e aumentar o volume de material que retorna à cadeia produtiva.
A ferramenta foi criada por Bruno Pereira Gitti, Diego Albuquerque Guedes, Gabriel Oliveira Ongaro Pires, Gustavo Alves Pavam e Carolina Corsi, estudantes do primeiro ano do Bacharelado Interdisciplinar em Ciência, Tecnologia e Inovação (BICTI) do Campus Rio Preto. Este é o primeiro projeto da unidade a passar pela Comissão Especial da Propriedade Industrial (Coepi) da Universidade, onde foi apresentado em 10 de setembro. A proteção do código-fonte está sendo conduzida pela Agência de Inovação da Universidade (AIn.UFSCar).
Aplicativo passa por testes antes de lançamento
Antes do lançamento, o aplicativo de coleta seletiva passará por testes em um dos condomínios atendidos pela Cooperios, cooperativa com a qual o grupo organiza essa etapa. Além de cooperativas e associações de reciclagem, o Reciclei poderá ser adotado por outros atores envolvidos na gestão de resíduos.
A AIn.UFSCar pretende, futuramente, buscar o licenciamento da tecnologia, dentro das ações de transferência de tecnologia da Agência. A proposta dialoga com desafios como a destinação adequada de materiais e a organização dos serviços de coleta, contribuindo para o fortalecimento da reciclagem e da economia circular.
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Cooperativas têm destaque na coleta seletiva
Segundo a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2023 – Suplemento de Saneamento, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, entre os municípios com serviços de manejo de resíduos sólidos, 60,5% têm coleta seletiva. Além disso, 56,7% das cidades implementaram instrumentos legais que tratam sobre coleta seletiva, indicando que há uma aproximação entre a legislação e a prática em pouco mais da metade dos entes municipais.
Em reportagem da Agência Brasil, o IBGE diz que as entidades de catadores, formadas por cooperativas, associações e outras formas de organização de catadores, desempenham um papel fundamental na gestão de resíduos sólidos, contribuindo para a redução do volume de resíduos destinados aos aterros e lixões, promovendo a reciclagem e a inclusão social de trabalhadores desse setor.
“A presença de catadores organizados é essencial para o funcionamento da coleta seletiva, pois além de gerar renda para diversas famílias, esses grupos colaboram para a sustentabilidade ambiental e a economia circular”, diz o IBGE.


