A Brava Energia registrou receita líquida de R$ 3 bilhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25), um crescimento de 39,4% no ano a ano, conforme balanço financeiro divulgado pela companhia. O resultado do faturamento é o melhor da história da Brava Energia desde sua criação, em agosto do ano passado, mas o lucro líquido apresenta uma queda de 19,7% no período, chegando R$ 866,7 milhões. O crescimento do EBITDA ajustado do período também foi recorde, com 78,7%, chegando a quase R$ 1,3 bilhão.
No 3T25, a companhia também aumentou sua produção média diária, que alcançou 92 mil barris de óleo equivalente (boe), 7% a mais quando comparada com o trimestre anterior. O volume renova o recorde trimestral de produção da empresa nos segmentos onshore e offshore, fruto da estratégia de aumento da eficiência operacional, segundo o CEO da Brava, Décio Oddone. “Estamos com uma estrutura mais ágil e preparada para impulsionar a geração de valor para nossos acionistas, com foco na redução de custos e aumento de produção em nossos ativos”, afirma.
A Brava entregou o terceiro trimestre consecutivo de geração de caixa livre, impulsionada por ganhos de eficiência que resultaram na redução da alavancagem para 2,3x (US$). Um dos grandes destaques do 3T25 é a queda do lifting cost, que atingiu o menor nível histórico da companhia, chegando a US$13,3/boe (sem afretamento). O segmento offshore teve uma queda ainda mais expressiva, com o lifting cost de US$11/boe, uma redução de 21% na comparação com o trimestre anterior.
A companhia manteve um fluxo de caixa operacional robusto de US$ 251 milhões. Houve também a redução das despesas gerais e administrativas, que atingiram US$ 3 por barril no 3T25, o menor nível histórico para a Brava.
Como andam os campos de exploração offshore
A Brava destacou que o campo de exploração Papa-Terra apresentou os melhores níveis de eficiência durante os primeiros nove meses de 2025 desde sua aquisição, em dezembro de 2022. Já o campo de Atlanta renovou seu maior nível de produção trimestral desde o início da operação do campo, com registro de 37,5 mil boe/d para 100% do ativo, +2,9x A/A e +4,3% T/T. Já o Peroá foi impactada por ajustes nos sistemas de geração de energia, que afetaram a performance do ativo no período, tendo uma redução da produção em 12,1% no ano a ano.
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A Brava também deu destaque para a primeira operação de cabotagem de óleo produzido em Alagoas para refino no Polo Potiguar, reforçando a integração e o caráter estratégico da infraestrutura de downstream. Ainda no terceiro trimestre, a Brava concluiu a venda de 50% da infraestrutura de midstream de gás no Rio Grande do Norte, tendo recebido US$ 56 milhões, resultando em ganhos de eficiência e redução de custos operacionais.


