A Case Construction Equipment apresenta ao mercado brasileiro uma nova forma de automação de máquinas de construção: o RoofX (imagem acima), plataforma modular instalada no teto dos equipamentos que funciona como uma plataforma integrada de sensores, computação e controle. A solução, ainda em desenvolvimento, é um dos destaques da marca na Paving Expo 2026, feira de infraestrutura viária e pavimentação que acontece até o dia 24 de setembro, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).
A proposta representa uma mudança na forma como a automação pode ser pensada para o setor de construção. Tradicionalmente, recursos autônomos são extremamente integrados a cada modelo de máquina, combinando sensores, unidades de controle e softwares específicos. Com o RoofX, a Case propõe uma abordagem baseada em plataforma: a inteligência deixa de ser uma característica exclusiva de um equipamento e passa a ser um módulo independente, reutilizável e preparado para evoluir ao longo do tempo, acompanhando a frota. Em outras palavras, a plataforma visa transformar qualquer equipamento em uma máquina autônoma.
Como funciona o RoofX
No centro da plataforma, está o Roof Core, considerado o “coração” do sistema: é ele que processa as informações captadas pelos diferentes sensores e transforma esses dados em comandos para a máquina. Nas extremidades do módulo, ficam sensores responsáveis por funções como telemetria, percepção do ambiente e identificação de outras máquinas, permitindo que o equipamento reconheça o que acontece ao seu redor e se comunique com outros equipamentos.
Essa arquitetura permite que a plataforma receba informações essenciais do equipamento, como velocidade, ângulo de direção e posição de componentes, e envie comandos de forma coordenada e controlada. Braços modulares, rotativos e extensíveis também possibilitam a adaptação do sistema a diferentes tipos de máquinas, mantendo uma arquitetura consistente e reutilizável.
Tecnologia da Case permite que automação evolua
A tecnologia do RoofX também permite avançar gradualmente na automação, de acordo com as necessidades da operação. A mesma plataforma pode dar suporte a diferentes níveis de aplicação, desde sistemas de assistência ao operador e recursos baseados em inteligência artificial até funções semiautônomas, operação remota e, no futuro, níveis mais avançados de autonomia.
Outro ponto importante é a possibilidade de atualização por software. À medida que novas funcionalidades são desenvolvidas, elas podem ser incorporadas à plataforma sem a necessidade de mudanças estruturais na máquina. Isso cria uma alternativa para reduzir a obsolescência tecnológica e ampliar o aproveitamento do investimento feito em automação, um diferencial numa área onde equipamentos têm longa vida útil.
Desenvolvido pelo time Global de Engenharia Avançada de Digital, a tecnologia é um conceito inédito no mercado já apresentado mundialmente em outras feiras. A expectativa é que o produto chegue ao mercado global nos próximos dois anos, somando a outras iniciativas da empresa voltadas à automação, conectividade e digitalização dos equipamentos.


