Aumento do consumo de energia impulsiona lucro do Grupo Energisa

Venda de energia cresceu 11,2% na comparação com mesmo período do ano anterior e lucro da empresa cresceu 16,6%

Por Redação

em 16 de Agosto de 2024

O Grupo Energisa registrou crescimento no lucro líquido ajustado recorrente de 16,6% e finalizou o segundo trimestre de 2024 (2T24) em R$ 377,6 milhões. O número desconta o Valor Novo de Reposição (VNR) da distribuição, o lucro líquido societário da transmissão e efeitos não caixa e não recorrentes, mas inclui o lucro líquido regulatório da transmissão. O EBITDA ajustado recorrente consolidado totalizou R$ 1,658 bilhão no 2T24, incremento de 13,2% (R$ 193,6 milhões) sobre 2T23. A receita operacional líquida, descontada a receita de construção, alcançou R$ 6 bilhões, alta de 14,3% em base de comparação anual.

A venda de energia cresceu 11,2% na comparação com mesmo período do ano anterior. Os resultados foram impulsionados pelo aumento do consumo de energia em todas as classes, sobretudo na residencial, que teve alta de 15,5%, sendo 81% desse crescimento associado ao incremento do consumo médio. Atualmente, o negócio de distribuição de energia elétrica do Grupo Energisa atende cerca de 8,6 milhões de clientes em 11 estados, o que corresponde a aproximadamente 10% da população brasileira.

Alguns fatores explicam o desempenho expressivo do consumo de energia no 2T24, o primeiro deles é o registro de temperaturas acima da média, com ondas de calor em todas as regiões e volume pluviométrico menor. Outros fatores também contribuíram para o resultado expressivo no segundo trimestres, entre eles o bom desempenho do comércio e da indústria em 2024, em especial da cadeia de alimentos. Indicadores divulgados pelo IBGE ilustram que a produção industrial acumulou alta de 2,5% até maio, com 18 dos 24 segmentos crescendo ante mesmo período do ano passado.

No segmento de Transmissão, o resultado societário aumentou 6,7% explicado, principalmente, pelo aumento da receita de construção em função da evolução física dos projetos em construção dos projetos Energisa Amapá, Energisa Amazonas I e Energisa Amazonas II. No resultado regulatório, a receita líquida cresceu 10%, em função do reajuste inflacionário e entrada em operação das novas instalações da Energisa Amazonas em setembro de 2023 e da Energisa Tocantins II em maio de 2024.

Mercado livre de energia

O negócio do Grupo de geração distribuída, onde opera através da (re)energisa, encerrou o 2T24 com receita líquida de R$ 91 milhões, aumento de R$ 46,9 milhões com relação ao 2T23. A empresa diz que o resultado está diretamente relacionado ao incremento de 22,6% de potência instalada acumulada em comparação com o mesmo período de 2023.

A empresa conta hoje com 369,87 MWp de potência instalada em geração distribuída e 95 plantas operacionais nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Em julho de 2024, a (re)energisa adquiriu cinco Centrais Geradoras Fotovoltaicas (UFVs) nos estados do São Paulo, Maranhão e Piauí, que irão agregar 19,4 MWp ao portfólio do grupo. Dessa forma, a marca amplia a sua presença na região Nordeste, onde já comercializa energia através do mercado livre e outros serviços, como gestão de construção, microrredes e operação e manutenção de ativos.

Entrada no mercado de gás

A aquisição da ES Gás completou um ano no dia 3 de julho, com o registro de crescimento da base de clientes em 5,5 mil na comparação com o segundo trimestre, fechando em 82.349 unidades consumidoras. A rede de distribuição atingiu 557 quilômetros, aumento de 60,95 km na comparação com o mesmo período de 2023. Seguindo o plano de aceleração do crescimento da companhia, anunciado em março desse ano e que prevê investimentos da ordem de R$ 100 milhões, no segundo trimestre de 2024, os aportes totalizaram R$ 19,2 milhões.

Os segmentos residencial e comercial apresentaram crescimentos de 3,1% e 2,7%, respectivamente, impulsionados pela adição de novos clientes. Em contrapartida, os segmentos industrial e automotivo enfrentaram quedas de 12,1% e 25,9%. A queda do consumo automotivo se deve aos incentivos concedidos aos demais combustíveis. O segmento termoelétrico teve o maior recuo (99,3%), devido à decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de interromper os despachos das usinas térmicas emergenciais, refletindo uma mudança significativa na demanda por gás nesse período.

Investimentos em energia do Grupo Energisa

O Grupo Energisa investiu R$ 1,3 bilhão em distribuição de energia no segundo trimestre, aumento de mais de 15% no comparativo com o mesmo período de 2023. Para o ano de 2024, a previsão é que as nove distribuidoras no Grupo recebam R$ 4,9 bilhões em investimentos.

Ainda em junho deste ano, o Grupo assinou o contrato de concessão referente ao lote 12 do Leilão de Transmissão da Aneel 001/2024, tendo sua publicação oficial no Diário da União realizada em 02 de julho de 2024. O lote, que prevê uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 112,5 milhões, está situado entre o Maranhão e o Piauí, e prevê a construção da linha de transmissão (LT) de 500 kV Teresina IV – Graça Aranha C1, CS, com 205,13 km e da linha de transmissão de 500 kV Boa Esperança – Graça Aranha C1, CS, com 188,4 km.

Esse investimento proporcionará a expansão da Rede Básica da Área Norte da região Nordeste, de forma a possibilitar o pleno escoamento das usinas já contratadas nesta região, ampliar as margens para conexão de novos empreendimentos de geração e atender ao crescimento da demanda local.