Na última semana, o governo do Espírito Santo lançou o Programa ES Mais+Gás, iniciativa para promover o desenvolvimento a partir do mercado do gás natural e do biometano. Serão até R$ 7 bilhões de investimentos nos próximos dois anos e R$ 20 bilhões até 2034, valores que serão usados para aumentar a rede de distribuição em 1 mil quilômetros em dez anos, totalizando 1.560 quilômetros e 26 cidades capixabas atendidas. Já o biometano deve receber investimentos para aumentar sua produção diária, com metas estipuladas em 50 mil m³ para 2026 e 300 mil m³ em 2034.
Leia mais
– Comgás vai usar dados climáticos na tomada de decisão de expansão da rede
A iniciativa contou com a criação de um grupo de trabalho com 22 entidades públicas e empresas privadas, que ao longo de 11 meses atuaram para elaborar o plano. São quatro macro objetivos definidos pelo programa: reduzir a emissão de gases de efeito estufa; estabelecer uma matriz energética robusta, eficaz e diversificada; impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável do Espírito Santo; e transformar o Estado no principal hub integrado de gás de alta competitividade do país. Além disso, o programa também contempla 86 planos de ação que devem ser realizados pelas empresas e entidades participantes do grupo de trabalho ao longo dos próximos dez anos.
Programa ES Mais+Gás prevê descarbonização
O governo estadual avalia que o gás natural é o primeiro estágio para ampliar outras energias renováveis, como a solar, a eólica, o biometano e o hidrogênio verde. Entre os principais resultados esperados estão a redução de 9,78% das metas do Plano Estadual de Descarbonização do Espírito Santo até 2026, e com 62,5% destas metas até 2034. A diversificação dos combustíveis utilizados na indústria e no transporte são algumas das ações previstas para atingir esta redução.
O Programa também visa oferecer mais segurança e confiabilidade no fornecimento de energia, além de mais competitividade para os consumidores, com a diversificação da matriz energética do Estado. Para isso, propõe a elevação no consumo diário de gás natural dos atuais 2,3 milhões de m³ para 2,8 milhões de m³ em 2026 e de 7 a 15 milhões de m³ em 2034.