ONS conclui operação especial no RS após enchentes que afetaram o estado

ONS coordenou grupo de trabalho específico que atuou para minimizar os impactos à população e agilizar a retomada de equipamentos que ficaram indisponíveis em função das cheias

Por Redação

em 23 de Outubro de 2024

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) concluiu a operação especial para recuperação dos ativos do Sistema Interligado Nacional (SIN) no Rio Grande do Sul, que foram afetados pelas fortes chuvas que atingiram o estado no final de abril e começo de maio desse ano. Com as inundações ocorridas à época, foram afetadas 35 linhas de transmissão, 14 transformadores e cinco usinas hidrelétricas, o que levou o ONS a criar um grupo de trabalho específico para coordenar a retomada desses equipamentos.

Quatro meses após as cheias e com a recuperação dos ativos que sofreram impactos à época, a operação especial, que exigia uma mobilização específica com reuniões regulares e equipes dedicadas, foi encerrada com uma avaliação geral positiva. O ONS, que contou com o apoio do Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e diversos entes locais, diz que os esforços de recuperação foram um sucesso.

Desafios de operação especial do ONS

As ações do Operador tiveram como objetivo fundamental aumentar a confiabilidade da Rede de Operação, mesmo em um dos momentos mais críticos enfrentados. Um dos principais desafios foi realizar a operação em tempo real em condições não previstas, e que se agravavam a cada momento.

Para isto o ONS contou com a expertise de suas equipes de sala de controle, lançando mão de diversas ferramentas de análise disponibilizadas à operação em tempo real, de maneira a manter a operação do sistema nas melhores condições possíveis diante daquela situação.

Paralelamente foram necessárias a realização de estudos e adaptações em documentos normativos, levando em consideração as indisponibilidades e as restrições associadas. Para alcançar esse objetivo, foram necessárias adequações nos processos em função da quantidade de desligamentos e dos circuitos provisórios criados, visando não apenas o atendimento da carga, mas também de modo a aumentar da confiabilidade e robustez do sistema nas regiões afetadas do Rio Grande do Sul, assegurando a continuidade do serviço à população.

De todos os equipamentos da Rede de Operação afetados pelas chuvas de abril e maio, apenas três deles seguem fora de operação, sem causar, no entanto, impacto no atendimento do SIN: a LT 525 kV Nova Santa Rita / Guaíba 3 C2, com previsão de retorno no final de outubro; e as UHEs Monte Claro e Jacuí, cujo prazo de retorno é no final do ano.