A Solfácil, fintech de financiamento de projetos residenciais de energia solar, anuncia a expansão do seu modelo de negócios para três novas frentes estratégicas: comercialização de energia no varejo, armazenamento por baterias no modelo como serviço (BaaS, na sigla em inglês) e financiamento de veículos elétricos.
A expansão ocorre em um momento decisivo para o mercado brasileiro, que consome cerca de 750 terawatts-hora por ano, superando países como Alemanha e Reino Unido, e cuja capacidade instalada de geração solar distribuída já ultrapassa 45 gigawatts.
Leia mais
Estratégia da Solfácil visa oportunidades de mercado
A empresa acredita que a proposta de BaaS pode responder aos desequilíbrios da rede, cujo preço de curto prazo (PLD) chega a oscilar até 30 vezes em um único dia, variando de R$ 40 a R$ 1.500 por megawatt-hora. Focado inicialmente em clientes comerciais e industriais de média tensão, o modelo unifica equipamento, financiamento, operação e manutenção em um único contrato, permitindo armazenar energia em momentos de abundância para utilizá-la nos horários de pico de tarifa ou como backup em quedas de energia, sem exigir que o cliente compre o ativo.
A lógica de eficiência financeira também se aplica ao financiamento de veículos elétricos, focado inicialmente em motoristas de aplicativo e entregadores. O investimento no veículo elétrico atinge o ponto de equilíbrio (payback) entre quatro e cinco anos apenas com a economia de combustível, com o diferencial de que a bateria do carro passa a atuar como um ativo de energia capaz de devolver carga à rede.
Ao integrar essa solução à comercialização no varejo, mercado de média tensão já aberto, cuja modalidade residencial de baixa tensão deve se abrir nos próximos dois anos, a Solfácil assume a gestão direta da fatura do cliente para empacotar geração, armazenamento e fornecimento.
Desafio não é gerar energia, mas gerenciá-la
Fabio Carrara, fundador e CEO da Solfácil, diz que gerar energia deixou de ser o problema no Brasil, o desafio agora é o timing. “A bateria decide quando você usa a sua energia e a comercialização no varejo define quanto você paga pelo restante. O cliente precisa das duas coisas, e ninguém oferecia isso junto. Agora, a Solfácil oferece”, afirma.
Toda a infraestrutura é orquestrada pelo Smart, plataforma tecnológica proprietária da Solfácil baseada em hardware de Internet das Coisas, medição inteligente e inteligência artificial para controle e monitoramento remoto em tempo real. A companhia projeta que até metade da capacidade elétrica do país poderá ser gerada e armazenada de forma descentralizada nos próximos dez anos, consolidando a mudança de paradigma do setor.


