Sorocaba é destaque no ranking de atratividade imobiliária no 2º tri

Estudo do Ecossistema Sienge mostra subida da cidade paulista em rankings de diferentes extratos de renda

Por Redação

em 1 de Agosto de 2025

O Índice de Demanda Imobiliária (IDI) Brasil aponta fortes movimentos no mercado imobiliário nacional no 2º trimestre de 2025. Sorocaba (SP), Belém (PA) e Santo André (SP) se destacaram com saltos expressivos nos rankings de atratividade imobiliária, enquanto Salvador (BA) apresentou queda relevante em todos os segmentos. Os dados são da quarta rodada do Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), que tem uma amostragem de 77 cidades brasileiras com potencial para investimentos em imóveis residenciais verticais. O estudo é uma iniciativa do Ecossistema Sienge, CV CRM e Grupo Prospecta, em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

A análise segmentada por faixa de renda permite identificar onde estão os maiores avanços e as maiores retrações:

Padrão econômico | Renda familiar R$ 2 mil a R$ 12 mil

O mercado imobiliário voltado ao público de renda familiar entre R$ 2 mil e R$ 12 mil apresentou mudanças importantes. São Paulo voltou ao pódio, dividindo a segunda colocação com Curitiba (PR) e Fortaleza (CE), impulsionada pela força da atratividade de novos lançamentos. O mesmo aconteceu com Sorocaba (SP), que seguiu firme na escalada, ganhando duas posições e assumindo a 5ª colocação do ranking de atratividade imobiliária.

Aracaju (SE) também teve bom desempenho e subiu três posições, refletindo uma economia local mais aquecida e maior demanda direta. Já o Rio de Janeiro recuperou fôlego, saltando do 12º para o 9º lugar, embalado pela valorização dos novos empreendimentos. No sentido oposto, Salvador (BA), que havia se destacado no trimestre anterior, perdeu seis posições e agora ocupa o 12º lugar, impactada pela concorrência e queda na demanda.

As cinco primeiras colocadas do ranking econômico são:

  1. Curitiba (PR) – 0,877
  2. São Paulo (SP) – 0,853
  3. Fortaleza (CE) – 0,847
  4. Goiânia (GO) – 0,743
  5. Sorocaba (SP) – 0,724

Médio padrão | Renda familiar de R$ 12 mil a R$ 24 mil

No perfil médio, Curitiba conquistou a 3ª colocação, superando o Rio de Janeiro, com avanços expressivos na atratividade de lançamentos novos e antigos. Sorocaba também teve um salto expressivo na atratividade imobiliária dessa categoria e subiu oito posições, garantindo lugar entre as cinco primeiras — feito ainda mais notável por ser a única cidade que não é capital dentro das cinco primeiras posições.

Apesar de permanecer com alta atratividade, o Rio de Janeiro caiu algumas posições e foi para o 6º lugar, afetado principalmente pela menor atratividade de novos empreendimentos. Salvador ficou com um cenário semelhante, saindo da 6ª para a 12ª posição, enquanto Belém (PA) inverteu uma sequência negativa de quatro trimestres e saltou 17 posições, chegando à 18ª colocação graças ao aquecimento nos novos lançamentos.

As cinco primeiras colocadas no ranking médio padrão são:

  1. Goiânia (GO) – 0,805
  2. São Paulo (SP) – 0,797
  3. Curitiba (PR) – 0,772
  4. Brasília (DF) – 0,731
  5. Sorocaba (SP) – 0,724

Alto padrão | renda familiar superior a R$ 24 mil

No segmento alto padrão, Brasília (DF) subiu para a 3ª colocação, superando Fortaleza, impulsionada pela alta na oferta de terceiros e na atratividade de novos empreendimentos. Sorocaba foi destaque ao ganhar nove posições e ficar entre as 10 primeiras no ranking de atratividade imobiliária, refletindo um forte avanço na demanda por lançamentos de alto padrão. Santo André (SP) também se destacou, com uma alta de 12 posições, alcançando agora o 16º lugar. Apesar do avanço expressivo, a cidade ainda se mantém na faixa de atratividade média. O salto no ranking foi impulsionado, principalmente, pelo aumento significativo na atratividade de novos lançamentos.

As 5 primeiras colocadas do ranking alto padrão, são:

  1. São Paulo (SP) – 0,809
  2. Goiânia (GO) – 0,790
  3. Brasília (DF) – 0,767
  4. Fortaleza (CE) – 0,719
  5. Florianópolis (SC) – 0,681

Metodologia do estudo

Com abrangência nacional e utilizando dados de transações reais — anonimizados e não autodeclarados — o modelo matemático avalia a atratividade de cidades brasileiras para novos projetos imobiliários, utilizando seis indicadores principais, que abrangem aspectos essenciais do mercado. Cada indicador é ponderado por especialistas para refletir sua relevância, garantindo um resultado confiável e útil para decisões estratégicas.

  • Indicador de Demanda: Mede o número de potenciais compradores, refletindo o tamanho do mercado consumidor e o potencial de consumo na cidade. (Fonte: IBGE)
  • Indicador de Dinâmica Econômica: Avalia a capacidade do município de gerar ciclos de demanda e fortalecer a economia local por meio de fatores como emprego e renda, que influenciam a capacidade de compra e a sustentabilidade do mercado. (Baseado em dados do IBGE, CAGED e Receita Federal)
  • Indicador de Ofertas de Terceiros: Avalia a concorrência e a saturação do mercado, indicando a disponibilidade de imóveis oferecidos por outros agentes e a viabilidade de novos empreendimentos. (Fonte: Portais de venda na internet)
  • Indicador de Demanda Direta CV CRM: Usa dados de leads para medir a procura ativa por imóveis específicos, apontando áreas de interesse imediato e direcionando estratégias de marketing e vendas. (Fonte: CV CRM)
  • Indicador de Atratividade para Antigos Lançamentos CV CRM: Verifica o desempenho de lançamentos com mais de 12 meses, oferecendo insights sobre a aceitação e estabilidade do mercado na cidade. (Fonte: CV CRM)
  • Indicador de Atratividade para Novos Lançamentos CV CRM: Examina o potencial de empreendimentos lançados nos últimos 12 meses, destacando tendências e novas oportunidades de negócios. (Fonte: CV CRM)
  • O resultado do modelo é uma lista de cidades com maior atratividade, apresentadas em forma de ranking com base no cálculo do IDI. A escala de atratividade vai de 0,000 a 1,000, onde as cidades que obtiverem um score próximo de 1,000 são consideradas altamente atrativas. As cidades são classificadas em cinco categorias de atratividade: Muito Alta, Alta, Média, Baixa e Muito Baixa, de acordo com seu score no IDI.

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