5G no Brasil: velocidade 20 vezes maior, maior estabilidade e preço ainda mais competitivo

Redação – 20.09.2021 – Especialista da Fibracem acredita que não terá muitas variações de preço, no entanto, chegada pode demorar mais do que se imagina

A chegada do 5G pode ter sua primeira etapa concluída com sucesso ainda em 2021. Tudo depende da aprovação do leilão feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que coloca em disputa mais de 1.200 MHz de frequências que serão utilizadas por operadoras móveis e até por provedores locais, se assim desejarem. A expectativa é que a tecnologia traga velocidades até 20 vezes superiores que o 4G de hoje, além de maior estabilidade de rede. 

A melhor notícia, no entanto, é que o custo da nova tecnologia não será muito alto. De acordo com Sebastião Rezende, gerente técnico da Fibracem, indústria brasileira especializada no setor de comunicação óptica, a partir do 5G será possível ter uma abrangência maior de cobertura de internet, passando de uma quantidade de 100 mil conexões por km2 (como é o caso do 4G) a uma densidade que pode chegar a um milhão de conexões na mesma área. 

O custo para o consumidor e seu uso

Como acontece em grande parte dos produtos de inovação ou tecnologia, a disponibilidade do 5G e os custos dos dispositivos compatíveis com esta tecnologia, como aparelhos celulares, tendem a ser altos. “Pode ser que a concorrência entre os fabricantes de dispositivos, assim como entre os provedores de internet, mirando um consumo em massa, faça com que os preços reduzam, ou, não sofram grandes variações em relação aos atuais”, ressalta o especialista. 

Para o gerente industrial da companhia, Cleverson Luiz Weiss, além de dispositivos mobile, a tecnologia 5G também estará disponível via Wi-Fi, para os consumidores. No entanto, para viabilizar a utilização do serviço nas residências, será necessário que os aparelhos tenham compatibilidade. A transição do 4G para o 5G deve acontecer de maneira fluida. 

Quanto vai chegar?

Quando teremos o 5G é a resposta difícil. De acordo Sebastião Rezende, mesmo que entidades como Tribunal de Contas da União (TCU) estejam pressionando para que o leilão ocorra neste ano, ainda não existe, de fato, uma previsão exata de quando a tecnologia estará disponível para o consumidor final. 

A implantação da infraestrutura necessária para funcionamento depende ainda de legislações municipais, devido a necessidade de muitas antenas, explica Rezende. “E este fator pode atrasar e muito a perspectiva de contarmos com 5G em 2022”, acrescenta. A vantagem do Brasil é que, apoiado por ISPS, a fibra óptica alcançou parte significativa do País, o que beneficia a implantação do 5G em um futuro próximo.

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Podcast

    Redação InfraDigital – 20.10.2021 – Pesquisa aponta que 88% dos bancos investiram em UX em 2019, de olho em novas experiências 

    O início da pandemia de covid-19 interrompeu a digitalização do mercado financeiro no Brasil, aumentando em 17% a circulação do dinheiro em espécie no País. O índice foi resultado da entrada do auxílio emergencial de R$ 600 (que chegava a R$ 1200 para famílias chefiadas por mães solo) e por pessoas que guardaram o dinheiro em casa por segurança. No entanto, a praticidade que os meios digitais de pagamento, como o Pix, trazem podem mudar essa realidade. 

    No último podcast da segunda temporada de “O Futuro do Dinheiro”, especialistas do mercado discutiram as mudanças que o setor financeiro tem passado. Fabiano Sabatini, especialista em IoT da Intel, lembrou da pesquisa Digital Banking Report, da consultoria Infosys, que aponta que 88% dos bancos aumentaram o investimento em tecnologia para gerar uma melhor experiência ao cliente. 

    Esse investimento se reflete, por exemplo, na adoção do open banking, como lembra Matheus Marcondes Neto, especialista da Diebold Nixdorf. Além de citar diversos exemplos de tecnologia, ele destacou a simplificação que isso geral ao segmento financeiro, permitindo que clientes possam integrar seus dados entre diferentes serviços bancários para obter melhores soluções. 

    Outro exemplo da digitalização é a integração entre os ambientes físicos e digitais, que já acontece hoje. Aplicativos de diferentes bancos já mostram onde o cliente pode encontrar caixas eletrônicos que atendem a marca e até começar o processo de saque pelo smartphone, como melhor explica Neto no episódio do podcast. 

    O desafio está não só em apresentar melhores experiências, mas também garantir a segurança nos processos sem que isso se torne um incômodo. Sabatini explica que, por isso, os caixas eletrônicos podem contar com tecnologia Intel para garantir a otimização da criptografia. Funciona de forma parecida com o WhatsApp: ele criptografa os dados do cliente ao sair da máquina de autoatendimento até entrar na rede do banco da pessoa. Segundo Neto, da Diebold Nixdorf, isso garante que o cartão não seja clonado, por exemplo. 

    Confira o episódio completo: