Acessórios de rede aproveitam bom momento dos provedores

Da Canaris – 06.04.2018 – 

Crescimento dos provedores regionais na área de fibra óptica pauta mercado de acessórios, incluindo caixas de terminação; Dispositivos funcionam como “produtos compactos de gerenciamento de rede” e permitem a ativação modular da infraestrutura.

As caixas de terminação óptica (CTOs) são um coringa para os provedores regionais de telecomunicações. Compactas, elas funcionam como um dispositivo essencial para os projetos de gerenciamento de rede, pois são fáceis de instalar, flexíveis e permitem o acesso rápido em casos de ampliação da rede ou de atividades de manutenção. Essas características ganham importância agora que os provedores regionais tornaram-se a “quarta grande operadora brasileira”. Dados do site Teleco indicam que 18% dos acessos de banda larga em julho de 2017 pertencem a eles. A pergunta que fica, no entanto, é: a compra de CTOs deve-se pautar unicamente por preço? Para Ubiracy de Carvalho, especialista da Redex Telecom, a resposta é não. E ele explica o porquê.

“A aquisição de caixas terminais devem considerar a disponibilidade de entrega rápida e o suporte técnico”, argumenta. “Os provedores tem um padrão de compra diferente e sempre querem a entrega do produto o mais rapidamente possível e para isso é preciso ter e manter estoque”, lembra. No caso de suporte técnico, Carvalho destaca que as CTOs fazem parte do projeto como sendo a ultima milha, que inclui, entre outros, as caixas de emenda que fazem a interligação da rede óptica até a chegada ao acesso, splitters, conector de montagem em campo os pontos de terminação de assinante (PTOs). “A ligação entre a rede óptica do provedor e o cliente final é feito pela caixa de terminação óptica”, explica.

Na avaliação do profissional, as empresas com portfólio mais completo e com técnicos especializados têm maior capacidade de orientar o provedor regional. “Funcionamos como um consultor de rede, pois temos especialistas que passaram por grandes operadoras e técnicos que entendem e, inclusive, realizam reparos em equipamentos como OTDRs e máquina de fusão”, detalha Carvalho. “Então, estamos falando de uma visão integrada, que é importante para quem está expandindo ou modernizando sua infraestrutura”, lembra.

As CTOs, segundo ele, são um pedaço de um mercado considerável que vai chegar a US$ 6 bilhões em 2023 no mundo todo. O valor inclui de cabos a adaptadores ópticos. São produtos que exigem instalação fácil e que permitem que os provedores construam suas redes passo a passo. Esse é exatamente o caso das CTOs. Um exemplo é a instalação de CTO com 16 saídas na entrada de um prédio pequeno. A caixa é instalada de uma só vez, mas como tem a possibilidade de montar dois splitters, como são conhecidos os divisores, permite a separação em duas etapas, inicialmente com 8 saídas (1×8) e posterior expansão de mais 8 saídas (1×8) ou ainda pode se ser instalados em sua capacidade total, ou seja, 16 saídas (1×16).

“Num primeiro momento, o provedor pode ativar apenas 8 saídas, deixando os outros 50% para serem ligados de acordo com o crescimento de usuários”, detalha. “Ele evolui a rede de forma planejada e melhora outros aspectos da instalação da rede, incluindo o uso mais racional dos cabos drop, que fazem a ligação com o usuário final”, complementa Carvalho.

Além do DNA em infraestrutura, o parceiro ideal para os provedores deve ter a capacidade de ver a rede como um todo. “E isso inclui noção de planejamento de rede, adoção de produtos complementares e uma equipe que possa vender e fazer reparos de equipamentos de ativação de rede, incluindo máquinas de fusão e OTDRs”, finaliza.

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