Brasil tem mais de 350 startups nas áreas imobiliária e de construção

Da Redação – 27.07.2018 –

Iniciativas mostram integração com construtoras e fornecedores do setor

As estatísticas sobre a quantidade de startups na construção civil e no mercado imobiliário variam, mas há indicações que esse tipo de empreendimento já teria superado a casa dos 350 no país. Esse número é apontado pela Rede de Construção Digital, uma iniciativa de 32 empresas do setor, incluindo gigantes como Gafisa, Basf e Thyssen Krupp, focada no uso de novas tecnologias. Na ira da Rede estão iniciativas ligadas ao Big Data, Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (AI), entre outras.

“Muitas pessoas entendem que transformação digital é o uso de aplicativos ou demais ferramentas tecnológicas. Não se trata apenas disso. A mudança digital acontece quando o setor passa a questionar as inovações vigentes e onde elas entrariam em seus próprios sistemas”, explica Roberto de Souza, criador do EnRedes, entidade que responde pela Rede de Construção Digital.

De acordo com Souza, a vantagem do grupo de 32 empresas é o conhecimento do setor. “Como identificarmos as necessidades do mercado, conseguimos explicitar quais tecnologias atenderiam cada demanda. É com estes diagnósticos que passamos a acompanhar os trabalhos das startups da área, as construtechs”, complementa o consultor.

Inovadoras ativas estão em vários estados, incluindo SP e SC 

Ele cita os dados da Construtech Ventures ao indicar que o Brasil já tem mais de 350 startups ligadas à construção e ao mercado imobiliário. “Podemos citar quatro exemplos de construtechs que já têm uma atuação importante no setor”, informa Souza. Fazem parte da lista a Conaz, de Santa Catarina, focada em orçamentação e tomada de preços para pequenas e médias construtoras.  A Welob, com atuação no planejamento e controle de obras, é outra empresa catarinense.

Em São Paulo, duas outras companhias fazem parte da lista e estão hospedadas no Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia), incubadora de empresas da USP: uma trabalhando com Internet das Coisas e outra com realidade aumentada, segundo Souza.

 

 

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