Cat mostra conhecimento de mercado ao fabricar rolos tandem de 7 e 10 toneladas no Brasil

Rodrigo Conceição Santos (Branded Content) – 26.08.2019 – 

Em 2011, no pico, foram vendidos mais de mais de 2 mil rolos compactadores no país. No ano passado, para comparação, foram cerca de 300, de acordo com os dados na Abimaq. As grandes obras rodoviárias estão paradas há mais de três anos, mas as obras de pavimentações urbanas e recapeamento pontuais em estradas continuam, em ritmo mais lento e com atitudes de otimização.  Entre as otimizações em relação aos compactadores de asfalto estão os avanços tecnológicos, como o controle de temperatura e o emprego de máquinas menores com alto poder de compactação.

Para massas mais finas a serem compactadas comumente se utilizam compactadores tandem de 10 toneladas. Porém, é possível usar rolos menores e, bingo: o tandem de 7 toneladas (CB7) é coringa e realiza a maioria dos serviços eficientemente. “Com largura de 1,5 metro, o equipamento não traz prejuízo em relação aos modelos de 10 toneladas, que têm largura de 1,7 metro, no que tange a quantidade de passadas necessárias para cada faixa de rodagem”, diz Paulo Roese, gerente de pavimentação da Caterpillar para Brasil, Paraguai e Uruguai.

O CB7 tem, por outro lado, o benefício da motorização de 100 hp. O modelo de 10 toneladas (CB10) tem motor de 135 hp. “Quanto maior a potência, maior o consumo de combustível”, resume Roese.

Ambos os compactadores duplo tandem (CB7 e CB10) saem de fábrica com tambor sólido e motores desenvolvidos pela própria fabricante. Para a Caterpillar isso é um diferencial, pois a adaptação de motores de marcas distintas pode representar perdas na curva de torque e potência que comprometem a durabilidade ou o nível de consumo de combustível do motor. “Os compactadores do tipo duplo tandem podem ser configurados com um dos cilindros vibratório e o outro, oscilatório, além de sensor de infravermelho de temperatura, que otimiza e melhora a performance do equipamento e aumenta a qualidade final do serviço executado”, diz Roese.

Ele explica que o sensor de temperatura identifica a hora certa de começar a compactação e é por isso que melhora a eficiência. “Quando a massa asfáltica está quente demais, há espalhamento de material, prejudicando a compactação. Já, quando está demasiadamente fria, há excesso de esforço com pouco resultado efetivo, resultando em aumento do consumo de combustível e ineficiência da compactação”, explica Roese.

Linha ampla para solo e asfalto diversifica atuação da Caterpillar
Voltando para a conjuntura das obras rodoviárias do país, a demanda para operações tapa-buraco, de pavimentações industriais ou de pequenos trechos rodoviários explica por que a fabricante disponibiliza rolos para asfalto que começam na faixa de 1,5 toneladas, com 900 mm de largura. “E mantemos os modelos maiores, indo até os de 16 toneladas, pois prevemos demanda para eles assim que as obras de infraestrutura forem retomadas”, diz o especialista.

Já para a compactação de solo, a fabricante disponibiliza equipamentos de 7 a 20 toneladas, com rolos liso, pé de carneiro ou liso com capa (shell kit). “A maior demanda histórica é de rolos pé de carneiro na faixa de 11 toneladas. Muitas obras de grande porte estão também demandando máquinas de maior porte, que podem chegar a 21 toneladas”, diz Roese.

Ele lembra que os rolos com tambor liso e capa proporcionam flexibilidade e são mais indicados para obras que não exigem alta produção. “Além de versátil, o rolo liso com capa oferece mais flexibilidade ao usuário, uma vez que ele pode usar o compactador liso e com capa, conforme a aplicação”, diz.

“A compactação convencional se dá naturalmente pela força vertical – sobe e desce. É isso que a vibração faz”, diz Roese. Na oscilação, o conceito básico é de dois excêntricos ligados a uma correia, que faz movimento para frente e para trás, resultando em força horizontal. “A oscilação costuma ser indicada para compactações sobre ou próximas a estruturas delicadas, como pontes e viadutos ou imediações de prédios históricos, onde também é possível usar rolos vibratórios, com a devida prudência na amplitude e vibração aplicadas”, diz.

No caso da Caterpillar, ele explica que a tecnologia de vibração é exclusiva e que não funciona como as tradicionais, dotadas de várias chapas excêntricas para produzir a amplitude dependendo da posição indicada para a operação. “O nosso sistema está em uma espécie de casulo fechado, com esferas que mudam as posições dependendo da amplitude. Como é totalmente fechado, gera menos manutenção, tanto que garantimos funcionalidade a cada 3 mil horas trabalhadas, enquanto nos sistemas vibratórios tradicionais a inspeção ocorre a cada mil horas, em média”.

Compactação high tech integra a pavimentação do futuro na palma da mão
Além da especificação do equipamento correto, as compactações de solo ganharam tecnologias de monitoramento que ampliam a produtividade em campo. Nos modelos da Caterpillar, a principal delas é o Machine Drive Power (MDP), que consiste na instalação de sensores na bomba hidráulica para medir a força de rolamento do cilindro de compactação. Isso, segundo Roese, se alcança medindo a energia hidráulica aplicada pelo equipamento. “É como um carrinho de pedreiro empurrado na areia ou no asfalto. Na areia a resistência é maior e essa resistência ao rolamento é a base de medição do sistema MDP”, exemplifica.

As informações do MDP ficam no painel do operador, sinalizando um número de referência que pode ser averiguado junto ao laboratório para saber se a compactação atingiu ou não a densidade desejada. É possível associar a isso o uso de GPS, o que, segundo Roese, é o “mundo perfeito” à medida que permite ao operador saber visualmente onde já foi compactado, como está a compactação e se precisa ou não fazer outra passada. “O principal ganho é na contagem de passadas. Dependendo do solo, ambiente, temperatura etc., muda-se a necessidade, permitindo reduzir o número de passadas pré-estabelecidas e, com isso, reduzir o consumo de combustível e ter menos homem/hora, menor desgaste de componentes e demais custos associados”, explica o especialista da Caterpillar.

Soluções como o MDP compõem a pavimentação do futuro, com o E-Routes, já em teste piloto pela Caterpillar no Brasil. A tecnologia junta várias soluções de monitoramento dos rolos compactadores e vibroacabadoras para informar tudo o que acontece no site de pavimentação pelo celular dos gestores. “É um controle completo da pavimentação, que avisa a hora que a massa asfáltica vai chegar, qual temperatura ela está na mesa da vibroacabadora, quando o rolo compactador começou a passar, a densidade da compactação, entre outros parâmetros. Novamente, quando chegar a demanda, é o futuro reservado para as grandes pavimentações que irão acontecer no Brasil”, conclui Roese.

 

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