Chinesa Raisecom diz ter 5% do mercado de fibra óptica para provedores regionais de telecom

Redação – 24.10.2019 –

Segundo a fabricante, ela praticamente dobrou suas vendas após formar parceria distribuidora e oferecer plataforma de gerenciamento de serviços sem custos adicionais

A chinesa Raisecom apostou no mercado de provedores regionais de telecom (ISPs) e acaba de anunciar que já teria uma participação de mercado de 5% na comercialização de soluções de fibra óptica para esse nicho. Os resultados superariam a expectativa da empresa em relação a 2019 e sinalizam para um incremento ainda maior.

De acordo com Marcio Cachapuz, diretor da Raisecom Brasil, o ritmo de crescimento é explicado por dois fatores. O primeiro é o avanço consistente que as redes de fibra óptica vêm experimentando junto a pequenos e médios provedores regionais de serviços, que hoje respondem por mais de 60% das vendas de tecnologia nesse nicho. O segundo fator seria a parceria bem sucedida com a distribuidora OIW, empresa com grande trânsito entre milhares de provedores e com capacidade de suporte em todas as regiões.

Juntas, a Raisecom e a OIW criaram uma das mais eficientes estruturas de suporte em redes de fibra para ISPs no Brasil. Além disto, as duas empresas começaram, a partir deste ano, a oferecer aos provedores o acesso sem custos adicionais a uma plataforma de gerenciamento que iguala a capacidade gerencial dos ISPs à das telcos.

Normalmente vendido à parte, este tipo de console de gerenciamento é pouco acessível aos provedores e bastante cobiçado, porque só com ele se torna viável a criação e gestão de planos de serviços mais sofisticados, com tarifa diferenciada por banda, por qualidade ou por disponibilidade.

“Os ISPs precisam se mostrar tecnicamente preparados para disputar com as grandes operadoras naqueles pontos geográficos que são considerados como ‘franjas de mercado’. Mesmo atendendo a mercados com menor densidade de clientes, eles precisam entregar serviços de nível muito alto, como vídeo sob demanda, conexões de cidade digital e Internet das Coisas (IoT) para aplicações industriais ou agrícolas”, assinala Cachapuz.

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