Cidade da Califórnia mostra desafio de usar o IoT para fins múltiplos

Redação – 31.01.2020 –

San Leandro adota internet das coisas para gestão de iluminação pública, mas encontra dificuldades de avançar em outros setores

Os especialistas alertam que os projetos de Internet das Coisas (IoT) para cidades inteligentes devem ser multifuncionais, mas o problema é a viabilidade. De acordo com o site IoT World Today somente 16% das cidades dos Estados Unidos têm condições de se autofinanciamento para projetos desse tipo. Sem o avanço em parcerias com a iniciativa privada, os empreendimentos podem ficar reduzidos a áreas específicas, perdendo as vantagens da integração.

San Leandro, na Califórnia, é um exemplo dos desafios. O sistema de iluminação pública inteligente da cidade pode ser caracterizado como um sucesso. Ele usa lâmpadas de LED, com economia de energia e redução de emissão de dióxido de carbono. E mais: ativou sensores IoT, criando uma rede mesh com 4,8 mil nós para controlar a malha de iluminação pública. Adicionalmente, a cidade tem posicionado câmeras IP em vários cruzamentos de ruas.

Apesar dos benefícios como o aumento da segurança dos pedestres, o diretor de tecnologia da cidade, Tony Batalla, lembra que é difícil ampliar a usabilidade do sistema. Ele lembra que o projeto focado na iluminação exige hardware e softwares específicos. As perguntas incluem o que se pode conectar nessa rede e que outros tipos de sensores podem ser acoplados.

Saindo dessa rede, os desafios continuam e incluem outras frentes em que o IoT pode ajudar. É o caso dos projetos de coleta de lixo e gerenciamento da qualidade do ar. O problema é encontrar financiamento e o momento certo de desenvolver o projeto.

Para os especialistas, a abordagem correta é do IoT multifuncional. O uso de câmeras nos cruzamentos das cidades, por exemplo, com foco em gestão de tráfego, pode evoluir para atividades de segurança pública. Por outro lado, o uso de sistemas de reconhecimento facial pode barrar essa evolução. Em San Leandro, a solução foi salomônica: as câmeras são usadas para gestão de tráfego e segurança, mas não podem avançar para reconhecimento facial e invadir a privacidade das pessoas. A estratégia: wait and see ou esperar pra ver.

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