Cinco exemplos mundiais de controle de águas residuais com uso de IoT, inclusive no Brasil

Redação – 11.11.2019 –

Michael Kanellos, da OSIsoft, aponta uso da tecnologia, inclusive com recursos relativamente simples para evitar transbordamentos e outros incidentes

No artigo The Secret Ingredient Of Analytics: Wastewater, escrito em agosto último para o site Water Online, o especialista destacou cinco exemplos ao redor do mundo. Conheça os casos:

Tasmânia: uma tempestade marcou os engenheiros da TasWater, a agência de água e esgoto da Tasmânia, mas teve um impacto ainda maior nas pessoas na região de Pittwater em 2017, quando houve o transbordamento de esgoto. O incidente paralisou durante 21 dias a colheita de ostras no pico da estação. Para impedir a repetição do problema, a TasWater criou um aplicativo que pode identificar possíveis pontos de problemas. A chave: o sistema envia um sinal quando as cisternas não estão enchendo o mais rápido que deveriam, alertando sobre o perigo. A TasWater ainda não teve a oportunidade de testar o mecanismo em condições de tempestade, mas acredita que poderia ter antecipado o incidente de dois anos atrás em até 13 horas, mitigando os efeitos.

Estados Unidos: o país tem cerca de 1,9 milhão de km de tubulações de água e outro tanto de linhas de esgoto e experimenta cerca de 240 mil interrupções anuais devido às avarias na rede. A infraestrutura é antiga e subterrânea. São Francisco, por exemplo, têm 20% de sua tubulação com mais de 100 anos de idade. A comissão de utilidades públicas da cidade – para mitigar as ameaças – criou um sistema de alerta precoce que rastreia os níveis crescentes de água em dutos, cisternas e outros locais em tempo real. Se os transbordamentos combinados chegarem às praias, eles podem criar riscos à saúde e provocar multas. A ideia é evitar isso, combinando o sistema e o monitoramento in loco.

Polônia: a concessionária polonesa MPWIK está trabalhando em técnicas para prever quando a atividade de esgoto está no auge, de forma a reduzir suas contas de energia. Digamos que haja uma grande partida de futebol: a MPWIK aciona as bombas logo antes do final do jogo para acomodar o tsunami da descarga e depois as abaixa para que os canos não estourem devido à pressão excessiva.

Reino Unido: a United Utilities e várias universidades estão criando uma rede neural que permite prever com eficiência quais drenos e tubulações de tempestade podem ser bloqueados por galhos, grandes quantidades de folhas e outros detritos observando ordens de serviço históricas, padrões climáticos, chuvas e outros fatores. O objetivo final é prever as condições de transbordamento com uma semana de antecedência, para que as equipes de limpeza possam ser despachadas antes de uma tempestade.

Brasil: a BRK Ambiental, empresa de água e esgoto que atende 185 comunidades no Brasil, gerencia 85 lagoas de tratamento de esgoto. Após chuvas fortes, pode ocorrer um transbordamento, que por sua vez pode ameaçar a integridade de uma barragem. Para desenvolver um sistema de alerta precoce, a BRK começou a transmitir dados sobre clima, níveis de água, taxa de variação de nível e alguns outros parâmetros para seu centro de controle em São Paulo. Vendo os sintomas, os engenheiros podem agir para evitar problemas.

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