Como construir as usinas solares do futuro?

Da Canaris – 07.06.2018 – 

Equipamento high tech, já disponível no Brasil, acelera a implantação de infraestrutura, inclusive com telemetria em tempo real.

PD 10, da Vermeer, em Operação

A energia solar fotovoltaica deverá responder por 10% de toda a geração brasileira em 2030, somando 25 GW. Desse total, 68% virão da produção centralizada, ou seja, produzida a partir de usinas comerciais de grande porte. Os painéis solares instalados no teto de casas e de empresas – a chamada geração distribuída – complementa os restantes: 32%. Diferente da geração residencial, as usinas solares são empreendimentos maiores que demandam métodos de construção industriais. É aqui que entra uma tecnologia diferenciada: o instalador de estacas PD 10, da Vermeer, já adotado em empreiteiros especializados no mercado solar como a HCS Renewable, dos Estados Unidos, listada entre as 500 maiores do segmento, e na ENGM, no Brasil, consolidada como a empresa mais técnica e importante do segmento.

ENGM utiliza cravador de estacas da Vermeer para construção de usinas solares

O equipamento é adotado para instalação rápida e precisa das centenas de estacas que sustentam os painéis solares fotovoltaicos nas usinas desse tipo. A precisão requerida significa a colocação das estacas em distâncias e profundidades uniformes ao longo de todo o terreno, de forma a otimizar a captação da energia solar pelos painéis. A eletrônica embarcada no PD 10 informa ao operador do equipamento os dados em tempo real do ângulo e da altura das estacas, à medida que elas vão sendo inseridas no solo. O equipamento reúne recursos mecânicos e de telemetria.

Mecanicamente, o PD 10 é uma máquina autopropelida, que pode se movimentar em vários tipos de terreno. No modo convencional, o operador, sentado, aciona as funções, usando dois controles do tipo joystick. Outra opção é o controle remoto do equipamento, com o operador deslocando-se ao lado do PD 10. Independente da posição, ele acompanha a energia de impacto (1.350 joules) do martelo hidráulico, o que torna a máquina a mais rápida desse tipo no mundo, com a flexibilidade de instalar estacas de três tamanhos padrão.

Já a eletrônica embarcada do PD 10 começa com o sistema de autoprumo, que garante o ângulo preciso para instalação vertical das estacas e que envia, em tempo real, os dados para o display do operador. A tela funciona como um sistema integrado de controle e diagnóstico e que também recebe informações do receptor a laser instalado no PD 10. Esse último pode se conectar a qualquer sistema que processe informações de localização em GPS, inclusive um mapa da usina solar onde estão sendo instaladas as estacas.

Para completar, o PD 10 pode ser integrado ao Fleet, solução de gerenciamento remoto de frotas da Vermeer. Com isso, os gerentes de contrato podem acompanhar onde e como estão funcionando seus equipamentos em vários sites.

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