Como resolver os problemas de grandes projetos de infraestrutura

Da Redação – 02.02.2018 –

Receita da consultoria McKinsey envolve várias frentes, já apontadas em outras edições do InfraROI

Os empreendimentos de grande envergadura na área de infraestrutura sofrem de dois pecados capitais e de capitais: os atrasos nos prazos e o estouro dos orçamentos. A McKinsey tem mapeado os desafios em vários relatórios que o InfraROI tem repercutido. Um resumo recente do problema está no informativo Five Fifty da consultoria, que inclui barragens, aeroportos e até estações espaciais no portfólio de projetos desse tipo. De acordo com a publicação, historicamente, o atraso em grandes projetos é, em média, de um ano. E mais: 30% acima do custo tem sido uma constante.

De acordo com a publicação, o total necessário de investimentos mundiais em infraestrutura somaria US$ 3,7 trilhões/ano no período de 2018 a 2035, ou seja, US$ 69,2 trilhões. Desse total a ser investido, a maior parte iria para a área de energia, com 20 trilhões de dólares, seguida de rodovias, com 18 trilhões. Os setores de portos, aeroportos e ferrovias – juntos – consumiriam 12 trilhões e, o de telecomunicações, outros 10 trilhões. O segmento de saneamento fecha o circuito, com 9 trilhões previstos.

A solução estaria em quatro frentes, a começar pela forma que os empreendedores tratam seu projeto. Para a consultoria, o diretor do projeto precisa ter qualidades e habilidades de um CEO. O segundo ponto é encarar as construtoras como parceiras e não como fornecedoras. O terceiro ponto é saber quando intervir. Para a McKinsey, o timing correto sempre é antes do que se pensa. E, finalmente, os donos de projeto precisam abraçar a era digital, usando todos os tipos de ferramentas disponíveis desde a fase de projeção até execução.

O material completo da McKinsey (em inglês) está disponível clicando aqui.

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