Construtora adota drone para controlar andamento de obras e prospecção de terrenos

Redação – 08.08.2019 –

HM Engenharia, de Campinas, interior de São Paulo, combina equipamentos não tripulados com softwares especialistas

A construtora paulista HM Engenharia, que já usava drones para monitorar suas obras, agora vai adotar o recurso para prospectar terrenos. Hoje, a companhia adota modelos da DJI para fiscalizar o andamento dos empreendimentos por meio de imagens, mas desde março avalia a utilização dos equipamentos para a prospecção de terrenos. Após treinamento de três meses, o drone será dedicado a um engenheiro da equipe que fará análises, planos altimétricos e um levantamento das condições do espaço a partir de imagens capturadas já na sua primeira visita.

As imagens serão utilizadas em conjunto com um software chamado Sitescan, da consultoria 3DR, para que o processo de decisão da compra seja mais rápido, eficiente e avalizado. “Logo que terminarmos o voo com o drone, já colocamos a imagem no sistema e fazemos o processamento de imagens, tendo a análise da planagem, orçamento, curva de nível e diversas informações em praticamente um dia”, afirma Rodrigo Penha, Superintendente de Obras da construtora. A economia esperada pela implementação dessas tecnologias é de 20% a 30% nos custos.

Atualmente, a HM Engenharia utiliza o drone Phantom 4 para monitoramento de evolução das obras. Para as novas tarefas de prospecção de terrenos, pretende investir em um novo modelo, o Mavic Pro 2. Segundo Penha, cada um dos drones possui características específicas que permitem sua utilização nos planos da companhia: “O Phantom é mais estabilizado, então fica mais fácil de fazer o monitoramento da obra, enquanto o Mavic é mais rápido, menor, de fácil utilização, o que facilita o nosso processo de prospecção de terrenos. Provavelmente, teremos de um a três aparelhos, primeiro para poder validar e depois ir colocando em todas as obras”, explica.

Além disso, a empresa espera que este novo projeto possa oferecer soluções para seus clientes, como modelos 3D e maquetes. “Hoje, muitas das fotos que tiramos das obras, além das nossas análises de evolução, vão também para postagens de comunicação e informações aos clientes”, conta Penha, mas a maior integração com a tecnologia de imagens digitais permitirá serviços mais informatizados de atendimento ao cliente.

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