Copel agora exporta energia para Argentina e Uruguai

Redação – 28.08.2020 –

Ministério de Minas e Energia autoriza divisão da empresa que trata do mercado livre de energia a comercializar com vizinhos

A Copel Mercado Livre, comercializadora da Companhia Paranaense de Energia, recebeu autorização do Ministério de Minas e Energia para exportar energia elétrica para a Argentina e o Uruguai. A empresa já tinha sido autorizada a importar energia dos países vizinhos no ano passado e, agora, fecha o ciclo. Ambas as autorizações são válidas até dezembro de 2022.

O intercâmbio de energia para a Argentina ocorre por meio de estações de Garabi e Uruguaiana, localizadas no Rio Grande do Sul, fronteira com a Argentina. Para o Uruguai, ocorre por meio das estações em Santana do Livramento e Jaguarão, também no Estado gaúcho.

O intercâmbio de energia elétrica entre Brasil, Argentina e Uruguai ocorre com frequência, aproveitando a complementariedade dos recursos energéticos e da demanda de cada país. O inverno é bastante rigoroso para os países vizinhos, que acabam demandando energia do Brasil justamente nesse período em que também ocorre boa safra de ventos, com energia eólica abundante.

A exportação acontece por meio de usinas termoelétricas que não estão sendo acionadas pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) no Brasil, em razão da geração eólica abundante. “Temos a Usina Elétrica a Gás de Araucária como forte candidata para atender os países vizinhos e nossa estratégia de exportação vai ser por meio da nossa comercializadora”, destaca o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero.

Em junho de 2019, o Brasil exportou 280 MW médios para a Argentina. Em junho deste ano, esse número cresceu para 320 MW médios. De acordo com o diretor-geral da Copel Mercado livre, Franklin Miguel, “normalmente, a exportação para a Argentina acontece entre os meses de junho a julho e, em razão da baixa afluência da região Sul, em 2020 importamos da Argentina de março a maio”.

Para o Uruguai, houve exportação em volume menor nos meses de abril e maio de 2020 e importação ao longo de quase todos os meses de 2019. “Estamos iniciando as tratativas com as empresas de energia dos países vizinhos para podermos ofertar a nossa energia e também para comprar energia em momentos de necessidade no Brasil”, afirma Franklin Miguel.

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