Copel a caminho de uma rede de distribuição dinâmica

Por Nelson Valêncio – (Especial LAUW 2017) – 20.09.2017 –

Concessionária já tem quase 5 mil pontos de sua infraestrutura conectada, o que permite o avanço mais intenso de recursos de smart grid

Para a Copel Distribuição, uma das empresas da holding paranaense de energia, o conceito de rede inteligente não fica no papel. A companhia contabiliza quase 5 mil pontos conectados, o que permite que ela possa avançar no seccionamento de sua infraestrutura de distribuição. Esse isolamento, geralmente acionado em caso de problemas na rede, pode começar a ser usado também para uma operação otimizada, com ganhos para a companhia e para os usuários. “Vamos transformar o alimentador em algo dinâmico e ter uma rede mutável que não fica apenas esperando o aparecimento de uma ocorrência, mas buscando ter um ponto máximo de operação”, resume Júlio Omori, da superintendência de Smart Grids e Projetos Especiais da Copel Distribuição.

Entre os pontos conectados estão 370 subestações automatizadas da empresa, que possui ainda 180 mil km de linhas e redes em sua área de cobertura, atendendo 4,5 milhões de consumidores no estado. A infraestrutura básica da Copel Distribuição inclui ainda 400 mil transformadores. Parte da malha de distribuição aloja também a infraestrutura de outro braço da holding, a Copel Telecomunicações , incluindo 27 mil km de fibras ópticas, a maior parte dela formada por cabos autossustentáveis (ADSS), mas também com a presença de cabos do tipo OPGW, que funcionam como uma espécie de proteção contra raios. Nos dois casos – ADSS e OPGW – trata-se de uma infraestrutura óptica passando pela rede elétrica da companhia.

A vanguarda da Copel nas integração das duas áreas – energia e telecom – não é recente, sendo que ela foi a primeira utility do setor a oferecer serviços de telecomunicações com autorização da Anatel. Esse aspecto, vamos chamar assim de early adopter, continua agora mirando no uso de redes inteligentes, inclusive microgrids. A empresa tem casos reais, incluindo uma usina de açúcar e álcool no Norte do Paraná – a Santa Terezinha – como exemplo de iniciativas e a tem usado para avaliar questões como a conexão ou desconexão desse tipo de fonte à rede principal de energia.

Segundo Omori, a Copel também tem projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D), inclusive com a construção de uma casa contêinerizada que faz o despacho de geração distribuída e cujos dados são totalmente controlados para avaliar como um microgerador influencia na rede principal de energia. Outra frente de P&D são cinco projetos em universidades tomando-as como microrredes de geração distribuída. Ainda nessa área, a empresa tem vários projetos que somam R$ 70 milhões focados em armazenamento de energia, outro tópico diretamente ligado à geração distribuída.

 InfraROI realiza a cobertura do Latin America Utility Week que está acontecendo em São Paulo nessa semana – de 19 a 21 de setembro. 

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