Demanda de energia cresce a taxas menores até 2050

Da redação – 08.11.2016 –

Avaliação é da consultoria McKinsey, que aponta digitalização, crescimento mais lento da população mundial, entre os fatores.

Depois de crescer a uma taxa anual de 2% entre 2000 e 2015, a demanda de energia perde um pouco de força até 2050 na avaliação da McKinsey. A estimativa é baseada na experiência da empresa em análises do segmento e indica um incremento anual de 0,7% na demanda por energia em nível mundial. A desaceleração é creditada a vários fatores, entre eles a digitalização, o crescimento menor da população e da economia globais, uma maior eficiência na produção atual e um certo declínio nos mercados norte-americano e europeu.

A mudança da concentração da economia em prestação de serviços e não na produção de bens é outro influenciador. Na Índia, por exemplo, a participação do setor de serviços deve subir de 54% do PIB para 64% até 2035. Nesse mesmo ano, a consultoria estima que os carros devem consumir pelo menos 40% a menos de combustíveis de origem fóssil por milha. Outra previsão é de que em 2050 a intensidade energética, ou seja, a quantidade de energia para produzir uma unidade de PIB – será a metade do índice de 2013.

Uma estimativa quase certa é a participação da China e Índia na demanda por energia. Ambos os países devem responder pela contabilização de 71% das novas fontes ativadas até 2050. A geração elétrica deve responder ainda por 25% de toda a energia, contra os 18% atuais. As energias solar e eólica podem representar até três quartos da energia adicional a ser gerada, sendo que o gás natural responderá por 13%. As fontes nuclear e hidroelétrica devem crescer, mas a taxas modestas.

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