Drones são usados em monitoramento de obras no Brasil

Da Redação – 16.09.2015 –

Apesar de não ser uma prática comum, os veículos aéreos não tripulados (VANT) aparecem como recurso em atividades de topografia.

O uso de veículos aéreos não tripulados (VANTs) ou, mais conhecidos como drones, ainda não é muito popular na construção civil. Por enquanto. Isso porque o Drone Show Latin America, evento de discussão sobre a utilização dos veículos, quer mudar o cenário. Um dos motivadores, por exemplo, é a demanda de mapeamento de áreas, além de atividades complementares como a avaliação de viabilidade e a geração de pré-projetos, entre outras.

Segundo Luiz Dalbelo, gerente de vendas da Santiago & Cintra, empresa que presta serviços de topografia e mapeamento, os drones podem ser utilizados para inspeções em estruturas de grande altura e cujo acesso implica risco. O executivo lembra que, além de fotos e vídeos, esses equipamentos também podem agregar sensores de captação de informação, caso dos detectores termais. “Caso o operador identifique pontos com excesso de calor, ele agir, evitando um possível defeito da estrutura ou do equipamento utilizado”, exemplifica.

A economia de tempo e dinheiro, aliado à maior segurança para os funcionários, são questões importantes para esse mercado. Dalbelo diz que uma equipe de topografia pode demorar semanas para levantar uma área de 100 hectares dependendo do grau de detalhamento, enquanto um drone pode sobrevoar a mesma área em menos de meia hora. “Outra vantagem é na documentação fotográfica aérea, que muitas vezes era realizada por aeronaves tripuladas ou helicópteros, o que aumentava o custo”, explica. “Com os drones, nós reduzimos custos de campo como combustível e logística.”

Ainda não existe um levantamento preciso de quantos equipamentos operam na construção civil no país, mas Dalbelo acredita no crescimento do negócio. “Não temos dúvidas que esta tecnologia vai se tornar uma das principais no mapeamento e monitoramento de obras na engenharia”, finaliza.

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