A Engeper Ambiental e Perfurações anunciou uma evolução de sua tecnologia de Eletrodiálise Reversa (EDR), usada para tratamento de água subterrânea. Com um investimento de R$ 2,4 milhões ao longo de três anos de pesquisa, a empresa diz ter conseguido registrar eficiência 280% superior à geração anterior, concentrando em uma única etapa processos antes realizados em três estágios.
Essa tecnologia de EDR utiliza membranas seletivas e corrente elétrica para separar e remover sais dissolvidos na água. O processo realiza a inversão periódica da polaridade elétrica, o que reduz o acúmulo de depósitos nas membranas, amplia a durabilidade do equipamento e preserva a eficiência operacional ao longo do tempo. O equipamento foi projetado para operar com vazão de 5 m³ por hora e pode ser fabricado de forma modular, entre 3 m³/h e 300 m³/h.
O aumento de 280% na eficiência foi obtido a partir do desenvolvimento interno do design do equipamento e de novos espaçadores, componentes que ampliaram o desempenho de remoção de sais por estágio operacional e reduziram perdas hidráulicas do sistema. O avanço permite reduzir estruturas físicas, consumo energético e complexidade operacional.
Nova tecnologia de tratamento de água subterrânea já está em testes
A nova EDR está em operação piloto itinerante em municípios do Mato Grosso do Sul, onde trata águas subterrâneas com alta carga de sais para validar a robustez do sistema e dimensionar futuras unidades definitivas. A tecnologia será direcionada prioritariamente ao saneamento básico e às indústrias, segmentos nos quais variações na qualidade da água impactam diretamente a produtividade, os custos operacionais e a manutenção de equipamentos.
Segundo Lorena Zapata, diretora de Novos Negócios e Sustentabilidade da Engeper, o ganho de eficiência responde a um desafio econômico enfrentado por cidades e indústrias. “Quando o tratamento exige múltiplas etapas, o custo de implantação aumenta e a operação se torna mais complexa. Ao aumentar a eficiência por estágio, conseguimos simplificar o sistema e ampliar a viabilidade técnica e econômica do tratamento”, destaca.
Com a consolidação da etapa piloto no Centro-Oeste e a preparação para a expansão comercial da nova geração da EDR, a Engeper projeta crescimento de 40% em sua atuação nos próximos ciclos, impulsionada pela demanda crescente por soluções de eficiência hídrica no saneamento e na indústria, onde a redução de etapas operacionais e o aumento de desempenho passam a ser determinantes para a viabilidade econômica de projetos.


