Elétrica usa drone para remover e incinerar objetos em linhas de transmissão de energia

Redação – 05.08.2021 – ISA CTEEP desenvolveu recurso em parceria com a Drone Power e adota a tecnologia para incinerar pipas e balões na rede

A ISA CTEEP, autodenominada maior transmissora privada de energia elétrica do país, desenvolveu um drone que incinera objetos que caem nas linhas de transmissão e podem afetar o fornecimento de energia elétrica. Criado em parceria com a Drone Power, o equipamento nem sempre exige a interrupção do serviço para ser usado e reduzr em mais de 80% o tempo para a remoção do objeto. A tecnologia também agrega segurança para os profissionais em campo e foi homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

“O desenvolvimento desta solução representa um ganho em termos de segurança do trabalho e eficiência. Com esse drone, reduzimos a necessidade de escaladas pelas equipes de manutenção, além de evitar, em muitos casos, a necessidade de desligamento da linha de transmissão para a execução de serviços”, explica Gabriela Desiré, diretora executiva de operações da ISA CTEEP. Segundo ela, o dispositivo já está sendo usado pela transmissora.

O desenvolvimento do protótipo envolveu uma série de testes, feitos pela ISA CTEEP, e realizados em um ambiente controlado. O objetivo foi avaliar a eficácia de todo o equipamento, assim como a sua aeronavegabilidade.

O projeto foi desenvolvido por meio do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (P&D), regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), e integra o Programa de inovação em Produtividade da Manutenção da empresa. Desde o ano passado, a companhia intensificou o uso de drones em suas atividades, otimizando a inspeção dos ativos, das faixas e das subestações, com mais eficiência, segurança e ganhos ambientais. Só em 2020, a empresa investiu cerca de R$ 14,2 milhões em projetos de inovação.

Em linha com o avanço da digitalização nos processos de operação, a ISA CTEEP intensificou o uso de drones nos últimos anos, otimizando a inspeção dos ativos, das faixas de servidão e das subestações, o que proporciona mais eficiência, segurança e ganhos ambientais.

Na construção de novas linhas de transmissão, a tecnologia é utilizada para o lançamento de cabos, reduzindo a necessidade de supressão de árvores, ao mesmo tempo em que aprimora a análise de topografia para otimizar os traçados de novas linhas, evitando interferências na vegetação. Assim, pelo menor impacto no meio ambiente, o uso de drones pode dispensar ou agilizar a etapa de licenciamento ambiental.

Durante o trabalho de inspeção das faixas de servidão, a tecnologia, por exemplo, aumenta significativamente a precisão sobre a necessidade de podas de árvores próximas às linhas de transmissão, pois permite uma fotografia exata da interferência da alta vegetação nos ativos, o que pode ocasionar desligamento das linhas.

A empresa também é pioneira no mercado ao dispor de uma Central de Análise de Imagens Digitais (CAID), um novo conceito e arquitetura para a digitalização das atividades de inspeção aérea dos ativos realizadas pelos drones. Além de aumentar a segurança, substituindo a escalada das equipes técnicas em torres, a iniciativa proporciona ganhos de eficiência. Com a digitalização de 15% das inspeções realizadas no ano de 2020, foi possível registrar ganho de produtividade de mais de 50% em relação ao processo manual. Em 2021, mais da metade das inspeções de torres de transmissão serão realizadas digitalmente. A empresa realizou o aporte no P&D, no ano, cerca de R$ 2,4 milhões.

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