Empresa francesa mostra ROI de aços elétricos para transformadores

Da Redação – 13.02.2017 –

Novos produtos da planta brasileira da Aperam, em Timóteo (MG) tem como foco os fabricantes mundiais de equipamentos para o setor elétrico

Os nomes parecem complicados – aços GO (grãos orientados) e HGO (grão superorientado de maior permeabilidade) – mas a aplicação é simples: usados em transformadores de geração e distribuição de energia. Comercialmente, a nova linha da Aperam é chamada de GoCore e tem nos HGO um apelo extremamente forte, segundo a empresa. Primeiro, porque a empresa é pioneira nesse tipo de fabricação na América Latina. E, mais importante, porque há métricas de retorno de investimento (ROI) no uso dos novos materiais.

O exemplo? A rede de cerca de 800 mil transformadores de tensão do estado de Minas Gerais atualmente operacionais. Se o aço especial desses equipamentos fossem substituídos pelo novo HGO, uma conta hipotética mostraria a capacidade de eficiência energética do produto da Aperam: economia estimada de 95 megawatts no sistema elétrico. Isso equivale à produção de quatro pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

“O aço elétrico de grão superorientado, HGO atende aos anseios dos fabricantes de transformadores porque permite que esses produtos sejam mais eficientes”, resume Roberto Barbiere, assessor de coordenação de área de GTD da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). “Com isso, forneceremos ao mercado nacional e internacional um equipamento com alto nível tecnológico e competitivo”, avalia o executivo.

O novo aço também permite a construção de equipamentos menores e mais eficientes, o qie facilita a logística de transporte e armazenamento, diminui o uso de insumos na produção e manutenção e ainda pode ter maior valor de mercado em revenda. De acordo com a Aperam, a fabricação local agrega valor também na relação com os clientes, uma vez que a proximidade com o mercado assegurará maior agilidade na entrega e na assistência técnica. A empresa investiu aproximadamente 19 milhões de dólares entre pesquisas e implementação da linha de produção.

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