Empresas brasileiras avançam em projeto de redes ópticas

Da Redação – 24.01.2018 –

Foco da Padtec e CPqD é a nova geração de amplificadores ópticos, projeto que conta com suporte de agência de incentivo à inovação

Campinas, no interior de São Paulo, continua sendo um aglomerado de companhias com perfil inovador em telecomunicações e o mais recente acordo entre a Padtec e o CPqD, reforça isso. As duas empresas juntaram esforços no projeto para criar uma nova geração de amplificadores ópticos. A ideia é usar os dispositivos em sistemas de multiplexação óptica por divisão de comprimento de onda (DWDM) de alta capacidade. O DWDM, grosso modo, permite a ampliação da capacidade de tráfego de redes ópticas sem a ampliação física das mesmas. O que se “divide”, de forma eficiente, são os comprimentos de onda da infraestrutura física já existente.

O projeto das duas companhias, que são sinérgicas, visto que o CPqD tem participação na Padtec, envolve ainda o apoio da Embrapii, entidade sem fins lucrativos que compartilha riscos de inovação com instituições públicas e privadas na área de inovação. Em resumo: aporta capital, desde que o projeto mostre viabilidade, caso do uso de amplificadores ópticos para DWDM, capacidade que poucas empresas detêm no mundo.

Com duração prevista de 12 meses, o projeto envolve o levantamento de requisitos para o desenvolvimento da nova geração de amplificadores ópticos utilizando as tecnologias EDFA (Erbium-Doped Fiber Amplifier), Raman e ROPA (Remote Optically Pumped Amplifier). “Para os clientes da Padtec, isso significa a disponibilidade de soluções capazes de atender às necessidades dos usuários – atuais e futuras – de maior capacidade e de qualidade na transmissão de dados”, diz a empresa em documento oficial.

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