Engie quer faturar R$ 1 bilhão com smart cities até 2020

Da Redação – 06.03.2018 –

Foco é a prestação de serviços em áreas como mobilidade urbana e iluminação pública

Maior geradora privada de energia no Brasil – a usina de Jirau é um de seus ativos – a Engie tem uma meta arrojada da área de prestação de serviços: atingir um faturamento de R$ 1 bilhão em soluções para cidades. Na lista estão atividades de eficiência energética e geração solar distribuída. Na semana passada, em Curitiba, a empresa mostrou o caso de Niterói, Rio de Janeiro e de outras cidades potenciais.

No caso da primeira, o projeto envolve o sistema de semáforos inteligentes instalado pelo grupo. Em operação real, a plataforma mede o fluxo de veículos por meio de câmeras e determina o tempo de abertura e fechamento dos sinais a cada cruzamento. Segundo a companhia, houve uma redução dos congestionamentos na cidade, com reflexo na redução da poluição e das emissões de gás carbônico. Com o sucesso, a Engie tem outras duas cidades no radar para essa aplicação.

Composta por 190 semáforos inteligentes, a rede de Niterói é operada remotamente de um centro de controle por meio de um software, o Maestro, desenvolvido pela filial brasileira da Engie. O programa é capaz de monitorar várias frentes simultaneamente – câmeras, sensores de velocidade e iluminação, entre outros. O mesmo software é utilizado no Centro de Operação do Rio de Janeiro para controle de tráfego e câmeras de segurança, além do monitoramento de túneis no município do Rio e também em Niterói.

Na área de iluminação pública, a Engie tem a meta de envolver soluções de monitoramento por câmeras e internet, além do controle remoto das lâmpadas, tudo no mesmo poste. No mundo, o grupo já opera 1,5 milhão de pontos de iluminação. O objetivo local é entrar no segmento via parcerias público-privadas (PPPs) em cidades como Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Teresina. Uma terceira frente seria a infraestrutura de carregamento de carros elétricos, mercado ainda não totalmente amadurecido na visão da companhia. Lembrando que a Engie fornece energia de fonte renovável para suprir o VLT do Rio de Janeiro.

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