Espectro para 5G será um dos desafios da América Latina, aponta relatório

Redação – 01.08.2019 –

Documento da 5G Americas indica as dificuldades e recomendações para resolver os problemas

O título do relatório é complicado, mas as informações são boas: Alocação de Espectro Radioelétrico na América Latina em 600 MHz, 700 MHz, 2.300 MHz e 3.500 MHz, organizado pela 5G Americas indica os desafios que as operadoras da região estão enfrentando ainda no 4G e que deverão encarar na ativação das redes de quinta geração. O documento resume a questão, ao ressaltar que “vários países estão contemplando as bandas de 600 MHz, 2,3 GHz e 3,5 GHz, que irão permitir o desenvolvimento do ambiente 4G e colocar alguns dos fundamentos da 5G”.

O desafio? “Vários destes segmentos estão em uso por outros serviços e sistemas, e seu aproveitamento exigirá um rearranjo. Em vários mercados, as bandas de 600 MHz e 3,5 GHz aparecem como pioneiras para a 5G”, detalha o relatório. As soluções, por sua vez, devem envolver o planejamento da alocação de bandas como as de 700 MHz e 2,5 GHz para potencializar os serviços de banda larga móvel, particularmente das redes LTE (comercializadas como 4G, 4.5G ou 4G+).

Relatórios indica soluções como separar espectros para uso futuro

Outra iniciativa é a selecionar espectros para o futuro, particularmente 600 MHz, 2,3 GHz e 3,5 GHz que irão permitir o desenvolvimento do ambiente 4G e colocar alguns dos fundamentos da 5G. Para a entidade, ainda que várias administrações estejam identificando estas novas bandas de espectro, existem porções que estão em uso por outros serviços e sistemas. “Desta forma, é importante que existam planos de espectro que detalhem os períodos de liberação e despejo das bandas, e prazos que permitam identificar quando poderão ser alocados para os serviços móveis”, sentenciam os especialistas.

O relatório traz processos de licitação realizados, e ainda recomenda que os novos leilões de espectro evitem erros do passado, como altos preços de espectro e obrigações pouco razoáveis ligadas às concessões. As administrações nacionais devem garantir o acesso da indústria móvel às licenças destas bandas em períodos adequados e com condições e preços que permitam investimentos necessários da indústria.

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