Estudos indicam como compatibilizar o Serviço Fixo Satelital e as novas redes 5G

Redação – 22.05.2020 –

Coordenados pela Anatel, levantamentos foram disponibilizados pela agência, com recomendações futuras

A ativação das redes móveis de quinta geração (5G) vai demandar várias mudanças, incluindo sua convivência com outras infraestruturas, caso do Serviço Fixo Satelital (FSS). Para antecipar problemas, o Comitê de Uso do Espectro e de Órbita (CEO) da entidade divulgou dois estudos sobre a convivência entre os sistemas móveis 5G (IMT-2020), em 3,5 GHz, e o Serviço Fixo Satelital (FSS), na Banda C.

O CEO tem coordenado e realizado estudos e testes experimentais para avaliar possíveis cenários de convivência entre as mencionadas redes de radiocomunicação desde 2017. A ideia é subsidiar a instrução do edital que em breve proverá faixas para a implantação do 5G no Brasil.

Considerando as aplicações usualmente exploradas na Banda C, os trabalhos realizados pelo Comitê buscam analisar e desenvolver soluções de convivência para duas possíveis situações de interferências prejudiciais em decorrência da introdução do IMT-2020: com os sistemas profissionais FSS e os equipamentos de recepção de televisão por parabólica (TVRO, Television Receive-Only).

No começo do ano, diante do surgimento de novos protótipos de dispositivos LNBF (Low Noise Block Feedhorn, um componente do sistema receptor encontrado no centro da parabólica), o CEO deu início a uma nova fase de ensaios laboratoriais e testes de campo, complementares em relação aos realizados até então, cujos relatórios estão disponíveis neste endereço eletrônico.

Em razão das medidas sanitárias adotadas no combate à disseminação do novo coronavírus, todavia, o Comitê teve de suspender a etapa de testes de campo antes da realização de todos os ensaios programados. Tão logo a situação sanitária assim permita, os testes serão retomados e devidamente concluídos, o que deve demandar algo entre quatro e seis semanas de trabalho, muito provavelmente.

Apesar do contratempo, as atividades relacionadas ao tema não ficaram paralisadas. As informações acumuladas e os dados coletados na etapa laboratorial precedente alimentaram estudos e simulações computacionais para aprofundar a análise de convivência com os novos elementos LNBF. As conclusões estão nos estudos que podem ser acessados no site da Anatel.

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