FGV aponta perfil de empresa que melhor se adaptou ao home office em época de pandemia

Redação – 28.04.2020 –

Organizações tidas como inovadoras tiveram maior facilidade e velocidade no processo de adoção do modelo

O diretor-executivo da Infobase e coordenador do MBA em Marketing e Inteligência de Negócios Digitais da Fundação Getulio Vargas, André Miceli, realizou um levantamento com líderes de empresas para entender os efeitos da cultura corporativa no sucesso na adoção do home office. A conclusão é que organizações tidas como inovadoras tiveram maior facilidade e velocidade no processo de adoção do modelo.

“A cultura criativa está diretamente relacionada ao processo de inovação da própria corporação e, empresas com uma cultura, que incentiva a criatividade têm maior probabilidade de adotar mudanças estruturais e reconfiguração de recursos. Os times pertencentes à organizações com culturas criativas e inovadoras declararam menos conflitos e se mostraram mais abertos à criação de novos processos”, releva Miceli.

Comunicação – O levantamento, contudo, mostra que a comunicação é um grande desafio para os gerentes que implementam um ambiente de trabalho virtual. “Muitos destes gestores precisaram aprender novas habilidades de comunicação para evitar que os membros de suas equipes se sintam isolados, evitando usar apenas os canais de comunicação de texto. Dado que a diminuição de interação pessoal aumenta o fluxo de mensagens de texto, os funcionários que trabalham à distância passam mais tempo processando emails e mensagens em aplicativos e percebem que esta demanda os traz maior níveis de sobrecarga no trabalho”, ressalta o professor da FGV.

Desempenho – Miceli aponta ainda que o desempenho daqueles times que foram constituídos para que, desde o início, seus membros trabalhassem remotamente tiveram resultados de desempenho inferiores aos daqueles times trabalharam presencialmente por algum tempo e, somente mais tarde, passaram a executar suas tarefas no outro modelo.

Desafios – O estudo relata também que empresas com culturas mais conservadoras trazem fundamentalmente quatro grandes desafios que impactam na percepção de qualidade do teletrabalho. “Times sem identidade, falta de senso de pertencimento, problemas com estabelecimento de processos e comunicação, além de problemas de relacionamento em função da interpretação de mensagens trocadas através de ferramentas de trabalho remoto”, explica o professor da FGV.

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